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Melhoramento Genético - Parte I e II

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Melhoramento Genético - Parte I e II

Mensagem por Convidad em Sex 11 Mar - 12:59

Melhoramento Genético - Parte I

INTRODUÇÃO

Muito pouco ou quase nada se tem escrito sobre Melhoramento Genético do Curió ou mesmo sobre Seleção Genética. Temos a impressão de que os Curiós estão imunes às Leis da Genética e que não podemos aplica-las para melhorar as suas qualidades. Se não dispomos de Curiós de excelentes qualidades em quantidades suficientes para atender a demanda do mercado, duas hipóteses me ocorrem: Não temos produção suficiente, ou temos, porém de qualidade duvidosa. Temos verificado entre os criadores o desejo obstinado de produzir ninhadas a qualquer custo, e isto é muito bom, porém precisamos aliar aos nossos desejos os Melhoramentos Genéticos necessários.


FORMAÇÃO DO GENÓTIPO DO CRIADOURO

Todos os criadores de Curiós buscam a formação de um GENÓTIPO próprio para o seu Criadouro. O Genótipo é a sua “Marca Registrada”. Para a formação desta “Marca Registrada” devem simplesmente adquirir pássaros portadores de herança genética de sua preferência como ponto de partida para a formação e desenvolvimento do seu criadouro que se encontra em formação. Pode-se ainda proceder ao aperfeiçoamento do genótipo adquirido como forma de tornar-se um criador representante daquela “Linhagem”, no entanto, a aquisição de genótipos desenvolvidos por outros criadores como ponto de partida para a criação, tem sido cada vez mais freqüente entre os criadores por agregarem valor aos seus descendentes. O desejo de cada um é possuir pássaros com características próprias, portanto é indispensável que se faça uma escolha tecnicamente correta na hora de se adquirir um Curió.

A definição dos caracteres desejáveis para iniciar o trabalho de adequação de suas preferências sobre o genótipo recém adquirido é de fundamental importância, pois, a maneira mais eficiente de se obter o melhoramento genético do Curió é através da prática dos Cruzamentos Dirigidos e Absorventes. Estes cruzamentos proporcionam a fixação na progênie dos caracteres desejáveis portados pelos padreadores envolvidos nos cruzamentos e baseiam-se no principio da “Hereditariedade” que consiste no fenômeno da continuidade biológica pelas quais as formas vivas se repetem nas gerações que se sucedem (progênie).

Buscamos identificar (descobrir) entre os padreadores e matrizes que dispomos, as melhores combinações de Genes, (combinações gênicas) capazes de se manifestarem espontaneamente na progênie. Todo o trabalho é voltado à investigação e identificação da melhor composição genética que podemos dispor para a formação do Genótipo do nosso criadouro. Esta combinação deve atender aos nossos critérios de qualidade já que dispomos de um plantel (banco genético) e exercemos sobre ele um total controle, podendo conduzir de forma criteriosa os cruzamentos definindo quais genes irão compor a progênie de cada acasalamento. Sabemos que determinada progênie será parecida com seus pais mediante princípios de hereditariedade e que, os pais são do jeito que são porque também herdaram qualidades e defeitos dos seus, logo o processo de hereditariedade se renova a cada cruzamento e podemos interferir em busca da Composição Gênica que melhor se enquadre às nossas exigências, podemos planejar quais fatores genéticos comporão a progênie da próxima ninhada e que seguramente serão herdados dos Pais.

Fica claro mediante o exposto que, a qualidade de uma progênie é determinada por sua herança genética que se manifestará no momento oportuno e, caberá ao criador selecionar os indivíduos mais representativos e portadores dos fatores genéticos desejáveis para constituírem ao longo do desenvolvimento da criação o seu plantel.
A este conjunto de ações planejadas denominamos de Seleção Genética.


SELEÇÃO GENÉTICA

Depuração do Plantel

Devemos no início da Estação de Cria escolher criteriosamente o genitor mediante análise do seu genótipo. Este Curió deverá representar o melhor que podemos conseguir em termo de “Pedigree” (conjunto de todos os seus ascendentes). Esta escolha criteriosa deverá garantir a correta combinação de gens que comporá o genótipo que se pretende produzir. O genitor escolhido deve ser o mais perfeito representante das qualidades que o credenciará a desempenhar a meritosa função de padrear todas as progênies da Estação de Cria; em outras palavras, será ele o pai de todas as gerações da Estação de Cria em questão.

Todas as matrizes deverão ser testadas em busca da identificação daquelas cuja progênie exibirá as boas características latentes em seu genitor. Cada cruzamento deverá ser lançado em livro de Registro Genealógico do Criadouro contendo todos os dados do genótipo do padreador e da matriz envolvida em cada cruzamento. Efetua-se a resenha das características que se objetiva conseguir na progênie.

Sabemos que não existem curiós geneticamente perfeitos, cada pássaro é composto por boas e más heranças genéticas, portanto selecionamos aqueles portadores das heranças genéticas desejáveis e eliminamos da criação os portadores das heranças indesejáveis, com tais comportamentos estaremos praticando a Seleção do Plantel.

Após efetuarmos no final da estação de cria a seleção de todas as progênies, reservamos as (F-1) irmães de ninho dos filhotes machos considerados portadores dos fatores desejáveis para cruzarmos no ano seguinte com o pai objetivando a fixação destes fatores. Tal prática nos assegurará após alguns anos a formação do Genótipo previamente planejado e geneticamente estabilizado, podendo ser produzido por várias gerações.
Melhoramento Genético - Parte II
CRUZAMENTOS PARA FORMAÇÃO DO GENÓTIPO DO CRIADOURO

Seleção do Genitor

Muito pouco ou quase nada se tem escrito sobre Melhoramento Genético do Curió ou mesmo sobre Seleção Genética. Temos a impressão de que os Curiós estão imunes às Leis da Genética e que não podemos aplica-las para melhorar as suas qualidades.
Se não dispomos de Curiós de excelentes qualidades em quantidades suficientes para atender a demanda do mercado, duas hipóteses me ocorrem: Não temos produção suficiente, ou temos, porém de qualidade duvidosa.
Temos verificado entre os criadores o desejo obstinado de produzir ninhadas a qualquer custo, e isto é muito bom, porém precisamos aliar aos nossos desejos os Melhoramentos Genéticos necessários.

NO ANO SEGUINTE

Efetuamos o Primeiro Cruzamento (F1)

Ao cruzarmos o Curió “A” com a sua filha “B” ou simplesmente AxB cumpre-nos observar que a fêmea “B” por ser filha do Curió “A” com uma fêmea “C” já possui 50% de sua genética e 50% da genética da fêmea “C” que pretendemos eliminar de forma gradual a medida que prosseguimos com os cruzamentos, vejamos:

CRUZAMENTO DE (AXC).

(PRIMEIRO CRUZAMENTO)

Ao cruzarmos o Curió “A” com a Fêmea “C” teremos o seguinte resultado para os 02 filhotes resultantes:

(AxC) = 50% de A + 50% de C como 50% é a metade, podemos expressar a equação

como sendo:

(AxC) = ½ A + ½ C de onde podemos concluir que ½ A + ½ C é igual a A/2 + C/2 = (A+C)/2 logo:


A formula Matemática representa cada um dos indivíduos resultante do Cruzamento de (AxC) e deve ser anotada no livro de Registro Genealógico do Criadouro para identificar cada filhote.

Chamaremos estes filhotes de F1, e a fêmea filha deste cruzamento chamaremos de “B”, logo concluímos que os dois filhotes oriundos deste cruzamento são representados pela formula que acabamos de desenvolver e possuem 50% do Genótipo do Curió “A” e 50% do Genótipo da fêmea “C” percentual este representado na formula pelo denominador 2 (metade). Observar o Esquema Gráfico Para Cruzamento do Curió em anexo.


Cruzamento F1

O Cruzamento do Curió “A” com a sua filha “B” ou simplesmente: (AxF1) compreende os seguintes percentuais no Genótipo resultante.


Podemos representar o cruzamento de (AxF1) mediante o Desenvolvimento da formula matemática da seguinte forma:

Pelo demonstrado podemos concluir que:

LOGO CONCLUI – SE QUE:


CONCLUSÃO

A formula Matemática representa cada um dos indivíduos resultante do Cruzamento de (AXB) e deve ser anotada no livro de Registro Genealógico do Criadouro para identificar cada filhote. Chamaremos os filhotes resultantes deste cruzamento de F2 e a fêmea resultante deste cruzamento de “B2”, logo concluímos que os dois filhotes oriundos deste cruzamento são representados pela formula que acabamos de desenvolver e possuem 75 % do Genótipo de “A” e 25 % do Genótipo de “C” logo percebemos que a cada cruzamento a progênie adquire cada vez mais o Genótipo do Genitor “A” objetivo principal do Criadouro enquanto decresce o percentual do Genótipo da Matriz “C” que originou os indivíduos F1 e F2. Observar o Esquema Gráfico Para Cruzamento do Curió em anexo.


CRUZAMENTO - F2

O Cruzamento do Curió “A” com a sua filha “B2” ou simplesmente: (AxF2) compreende os seguintes percentuais no Genótipo resultante.


Pelo demonstrado podemos concluir que:

LOGO CONCLUI – SE QUE:

CONCLUSÃO

A formula Matemática representa cada um dos indivíduos resultante do Cruzamento de (AXB2) e deve ser anotada no livro de Registro Genealógico do Criadouro para identificar cada filhote. Chamaremos os filhotes resultantes deste cruzamento de F3 e a fêmea resultante deste cruzamento de “B3”, logo concluímos que os dois filhotes oriundos deste cruzamento são representados pela formula que acabamos de desenvolver e possuem 87,5 % do Genótipo de “A” e 12,5 % do Genótipo de “C” logo percebemos que a cada cruzamento a progênie adquire cada vez mais o Genótipo do Genitor “A” enquanto decresce o percentual do Genótipo da Matriz “C” que originou os indivíduos F1, F2 , F3... F5. Continuamos os cruzamentos até a obtenção dos F5 quando atingiremos O Cruzamento Absorvente. Veja O Esquema gráfico anexo.

Representação Gráfica dos Cruzamentos

Podemos visualizar na curva do gráfico cartesiano a representação gráfica dos cruzamentos do Curió “A” com as matrizes “C”, F1, F2, F3... F5. Podemos numa simples análise do gráfico verificar que à medida que os cruzamentos se sucedem incorporamos as diversas progênies à genética do Curió “A” sendo que estas tendem a adquirir 100% do seu Genótipo, fato este enfatizado pela curva assíntota a linha representativa dos 100%. Podemos ainda afirmar que por mais que se sucedam os cruzamentos jamais atingiremos os 100%.

FIXAÇÃO DO GENÓTIPO DO CURIÓ “A”

OBS:

Estes cruzamentos deverão ser efetuados em todas as fêmeas cujos irmãos de ninho apresentem os caracteres desejáveis portados pelo Curió “A”. A cada cruzamento procede-se novas seleções para determinação das fêmeas a serem cruzadas para obter-se a fixação do Genótipo do Curió “A”.

Podemos visualizar na curva do gráfico cartesiano a representação gráfica dos cruzamentos do Curió “A” com as matrizes “C”, F1, F2, F3... F5. Podemos numa simples análise do gráfico verificar que à medida que os cruzamentos se sucedem diluímos nas diversas progênies à genética da Matriz “C” sendo que estas tendem a perder o seu Genótipo, fato este enfatizado pela curva assíntota a linha representativa a 0 % que se confunde com o eixo horizontal do gráfico. Podemos ainda afirmar que por mais que se sucedam os cruzamentos jamais atingiremos os 0%.

DILUIÇÃO DO GENÓTIPO DA MATRIZ “C”

OBS:

Estes cruzamentos deverão ser efetuados em todas as fêmeas cujos irmãos de ninho apresentem os caracteres desejáveis portados pelo Curió “A”. A cada cruzamento procede-se novas seleções para determinação das fêmeas a serem cruzadas para obter-se a fixação do Genótipo do Curió “A”.

Estes cruzamentos aqui demonstrados promovem a depuração do plantel em função do Genótipo do “Genitor” definido como Curió “A” e demonstra um direcionamento de cruzamentos consangüíneos com o objetivo de criar e fixar o “Genótipo do Criadouro”. Devemos proceder paralelamente o cruzamento dos melhores filhotes machos com as matrizes que lhes deram origem como regra básica para produção de filhotes portadores do “Genótipo Padrão do Criadouro”.

Este Artigo tem por finalidade demonstrar e sugerir aos criadores iniciantes um direcionamento genético dos cruzamentos, objetivamos a criação de um Genótipo para o seu criadouro, e mais, evitar os cruzamentos a ermo sem o menor planejamento do que se pretende obter. Reproduzir o Curió em vida doméstica é sem dúvida um ato elogiável, no entanto corremos o risco de nos transformarmos em meros “Multiplicadores” se não dermos um direcionamento genético com a prática da reprodução para MULTIPLICAR COM QUALIDADE.



Agradecimentos ao Autor: Dr. Gilson Barbosa - BA
gilsonferreirabarbosa@hotmail.com
Colaborou: wesleyrio23@msn.com

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Re: Melhoramento Genético - Parte I e II

Mensagem por José Antonio em Sab 12 Mar - 21:02

Embora seja um pouco complexo,estou pensando seriamente em usar este método,que até então eu não o conhecia com essa riqueza de detalhes nos meus trincas.
Mesmo não sendo pássaros de ponta e nunca tendo visto um torneio diante dos olhos,tenho um aquí,que eu particularmente tenho muito apreço por suas características.

José Antonio
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Re: Melhoramento Genético - Parte I e II

Mensagem por Convidad em Dom 13 Mar - 20:25

Pode usar que vc tera excelentes resultados!
Sao metodos compravados e usados pelos melhores criadores do Brasil.
Espero poder ajudar, qualquer coisa estamos aki!
T+

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Re: Melhoramento Genético - Parte I e II

Mensagem por Convidad em Qua 1 Jun - 12:46

Vo da um UP nos TPCS pois recebi algumas duvidas de amigos que do forum por MP.

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