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Genética dos canários

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Genética dos canários

Mensagem por José Victor de Carvalho em Sex 18 Abr - 13:51

Genética e Acasalamentos P/Canários de Cor
























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Verdecillo - Origem dos canarios domesticos


Todos os canários existentes hoje, originam-se do canário silvestre que tinha sua cor verde acinzentado, certamente o acinzentado nada mais era o nevadismo da plumagem para ajudar na camuflagem. Notem quem o ancestral era nevado e hoje o fator de dominância é da plumagem é intensa, ficando o fator nevado como fator recessivo. 
O canário ancestral era verde hoje temos mais de 600 cores homologadas, tudo isto devido  a estudos e cruzamentos realizados pelos criadores com a finalidade de obter novas cores e até mesmo de buscar padrões de canários já extintos.
Na realidade qualquer canário possui apenas duas cores que podem ser transmitidas geneticamente; o Marrom (Feomelanina) e o Negro (Eumelamina).
A cor de fundo branca, Amarela ou Vermelha que nos visualizamos nos canários é gerada pela coloração da gordura. Esta cor é fabricada pelo fígado da ave, que ao desdobrar o caretono ingerido obtém a vitamina ‘A’ e o restante irá pigmentar o tecido gorduroso. A grosso modo a pena funciona como se fosse uma caneta tinteiro antiga, transmitindo a cor da gordura no seu interior. 

Devido a este fato chamamos esta côr de fundo de; Cor Lipocrômicas (Lipo=Gordura + chrôma=Cor).


O canário de cor branca foi obtido através de um canário amarelo que teve problema de sintetização do caroteno pelo fígado. Pelo fato de não poder sintetizar o caroteno, ele também não produzia a vitamina ‘A’ e não gerando esta vitamina o canário em pouco tempo ficava cego. A insuficiência de vitamina “A” nos seres causa a Xeroftalmia. Diante deste fato os criadores identificaram o problema e começaram a fornecer a vitamina ‘A’ produzida em laboratório para os canários brancos. Com o passar dos tempos o organismo dos canários brancos começaram a se adaptar e a produzir esta vitamina, mas a pigmentação na gordura não aconteceu. Devido a este fato não se consegue hoje (2010) colorir canários Brancos. Uma prova da descendência dos canários Amarelos e Brancos dos canários verdes é a cor dos olhos; são “Negros”, com excessão dos INOS. 
O canário atual sofreu ao longo do tempo algumas modificações e mutações. Algumas explicadas cientificamente e outras ficam a critério de roleta da vida ("O surgimento do Canário Amarelo") ou seja ainda não temos o conhecimento suficiente para entender.
Partimos do nosso canário ancestral, os canários verdes e relacionamos as evoluções ou mutações que foram ocorrendo ao longo do tempo;


  • O canário perde a Eumelanina e Feomelanina  em conseqüência, surge o canário amarelo.Esta mutação ocorreu por volta de 1713.






  • O canário verde perde a Eumelanina, sendo que a Feomelanina ocupa o lugar da Eumelanina no manto melânico e emconseqüência, surge o canário Canela.Esta mutação ocorreu por volta de 1710.






  • O canário Branco Dominante. Possui a predominância da cor branca na sua plumagem, com leves traços da cor amarelo nas pontas das asas, uropígio e penas da cauda. Surge na Inglaterra por volta de 1737.
  • O canário Amarelo com problema de assimilação do caroteno pelo fígado e em conseqüência não havia a pintura das penas, ficando as penas brancas. Surge o canário Branco Recessivo, esta adaptação ocorreu por volta de 1908 na Nova Zelândia.






  • O canário verde sofre uma mutação com a diluição da Eumelanina e em conseqüência surge o canário Ágata.Esta mutação ocorreu por volta de 1910.






  • O canário Isabelino surge com o cruzamento de Canela e Ágatas.






  • O cruzamento do Tarin da Venezuela com o Canário, surgem os canários vermelhos, mosaicos e o fator de refração “AZUL” por volta de 1920.






  • O canário com fator pastel  (duplo fator de diluição)  surgiu por volta de 1957.






  • O canário com fator Opalino surgiu por volta de 1962.






  • O canário Amarelo Marfim surgiu por volta de 1950.






  • O canário com fator INO surgiu por volta de 1965.






  • O canário Satine (Cetim-Acetinados - INOS ligados ao sexo) surgiu pro volta de 1970 na Argentina.



Noções de acasalamento de canários quanto às penas e plumagem.
OBS; O Fator intenso e nevado não são transmitidos pelo cromossoma sexual. São heranças Autossomais.














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A esquerde Canário Vermelho Intenso a direita Vermelho Marfim Nevado



Canário Nevado; Apresenta uma névoa branca na plumagem em virtude das pontas das penas e plumas não conseguirem ser pintadas. Em virtude desta névoa a côr lipocrômica não aparece com toda nitidez. São canários geralmente com grande volume de penas e que aparentam serem maiores que os canários intensos, mas não o são. Nos canários da linha escura fica um pouco mais visível a presença da feomelanina na plumagem e das listras melânicas nos flancos.


Canário Nevado/Intenso Schimel; Apresenta uma névoa branca na plumagem em torno do pescoço. Estes Canários não são considerados nem Nevados e nem Intensos e geralmente são fêmeas, produzidas por erros de acasalamentos. No Brasil não são julgados em concurso, mas em alguns países existe o julgamento da classe Schimmel.
Canário Intenso; Apresenta nitidez da todas as cores da plumagem que formam a envoltura do canário e a beleza da cor lipocrômica da ave.

Canário Duplo Intenso; Apresenta nitidez de todas as cores da plumagem que formam a envoltura do canário e a beleza da cor lipocrômica da ave. São produtos de acasalamentos de canários de plumagem Intensa com plumagem Intensa. Os problemas dos duplos intensos é que eles não têem uma boa estrutura de penas, tendo uma plumagem muito curta e com algumas falhas, geralmente ao redor dos olhos e ao redor do bico. São excelentes para produzirem canários de côr para os concurso. O segredo é saber utiliza-los. O criador não pode insistir em acasalar Intenso com Intenso sempre, deve ter alguns canários duplos intensos para corrigir o plantel seja quanto ao tamanho das aves e corrigir o comprimento das penas.


A literatura aconselha sempre a acasalar canários intensos com canários nevados que é uma forma de errar menos nos acasalamentos de canários. Eu tenho como princípio nos acasalamentos de formar os casais conforme o tipo de pena. Procuro sempre acasalar os canários intensos de penas curtas ou duplo intensos com os canários intensos de penas longas. Tenho muito poucos canários nevados no meu plantel. Este tipo de acasalamento me permite controlar o tamanho dos canários do meu plantel. Gosto de canários pequenos e com penas bem aderentes ao corpo, onde a ave possa exibir todo expledor da côr lipocrômica.

Conceito que tenho em relação as penas conforme a categoria da plumagem. Os canários intensos (padrão) teem as penas menores em comprimento e menos larga que os nevados. Os canários intensos de penas longas são canários impróprios para os concursos, pois apresentarão fachos de penas soltas em sua plumagem. Os nevados teem as penas mais longas em comprimento que os mosaico e mais largas que os mosaicos. Os canários nevados que apresentem as penas mais curtas são excelentes para concursos e criação.

A literatura também diz que os acasalamentos de intenso com intenso gera geneticamente a "carga letal", ou seja a morte do embrião dentro do ovo. O que tenho a dizer; que utilizo este tipo de acasalamento e nunca tive problema. O único problema que tenho notado é a má formação da plumagem, pelo fato das penas ficarem muito curtas. 









AQUI ESTÁ A FONTE: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


Última edição por José Victor de Carvalho em Sab 19 Abr - 11:39, editado 1 vez(es)

José Victor de Carvalho
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Re: Genética dos canários

Mensagem por MARCELO CORAÇÃO VALENTE em Sab 19 Abr - 2:48

Parabéns pela matéria José Victor. 
Só falta colocar a fonte de onde foi retirado o texto.   Abraços.


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Re: Genética dos canários

Mensagem por José Victor de Carvalho em Sab 19 Abr - 11:37

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] escreveu:Parabéns pela matéria José Victor. 
Só falta colocar a fonte de onde foi retirado o texto.   Abraços.
Já está disponível amigo, eu coloquei na descrição do tópico. Abração.

José Victor de Carvalho
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