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Muda de enas e de bico

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Mensagem por Eduardo Machado em Seg 3 Dez - 16:53

Muda de enas e de bico  Maxresdefault

MUDA DE PENAS E BICO



A muda de penas e de bico é um processo natural da vida dos pássaros que acontece todos os anos, que coincide com o encerramento de alguns torneios e a última fase do ciclo reprodutivo dos alados, esse período compreendido entre janeiro e maio, com maior concentração nos meses de fevereiro e março, este ciclo de troca, tende a ter duração media de 6 a 8 semanas. O período, no entanto, não é uma constante, já que fatores externos, como a umidade do ar, a temperatura e a luminosidade podem influenciá-lo.
Na natureza o período de troca da plumagem se arrasta por cerca de quatro meses. Em viveiros ou gaiolões também é mais demorada. Tudo por conta da necessidade de o pássaro manter uma condição ótima de vôo.
Em ambiente doméstico, ocupando gaiolas típicas, não deve levar mais de 8 semanas na troca da plumagem. Há espécimes que completam a muda em 40 dias, mas estes são a exceção e não a regra.




A época da muda varia um pouco de uma região para outra, sendo influenciada pela temperatura, umidade relativa do ar, etc.
Aspectos psicológicos podem influenciar a entrada do pássaro em muda. Um pássaro em meio às fêmeas ou ouvindo e disputando canto com outros machos poderá retardar sua entrada na muda.
O pássaro necessita tranqüilidade para uma muda natural.
Devemos evitar prolongar o período de reprodução para não comprometer a muda do plantel.
Os filhotes tirados a mais nessa temporada serão cobrados na produção futura.


Fatores de estresse como mudança de ambiente, viagens, variações bruscas de temperatura, mudanças e desequilíbrios na dieta poderão precipitar a entrada do pássaro na muda.
Forçar a muda não é prática recomendável.
É importante notar que a substituição de todas as penas debilita as aves e, normalmente, os machos deixam de cantar, e na maioria das vezes diminuem muito a sua movimentação na gaiola. Na natureza param as disputas territoriais e se juntam aos bandos, machos e fêmeas.
No primeiro ano, as penas das asas e da cauda não são substituídas. A troca de plumagem deve ser gradual, sem apresentar nenhuma parte do corpo completamente desprovida de penas.


As penas devem cair devagar, naturalmente, de forma a que quase não se perceba sua entrada em muda. Se de um dia para outro a gaiola aparecer forrada de penas ou se partes da pele estiverem expostas, há algo errado. Esses fatores devem despertar a atenção dos donos dos pássaros, para que um médico veterinário seja consultado.
No período de muda, como a ave se encontra debilitada, os cuidados com correntes de ar e mudanças bruscas de temperatura precisam ser redobrados: as aves têm necessidade de nutriente extra durante a época da muda de penas. Durante este período, além de uma alimentação equilibrada, recomenda-se o uso de vitaminas, minerais e aminoácidos.
A muda de penas é um evento natural na vida dos pássaros, não pode ser tratada como uma enfermidade. No entanto, os pássaros ficam mais debilitados e suscetíveis às doenças nesse período, inspirando mais atenção, especialmente com variações bruscas de temperatura e com correntes de ar.


Temperaturas mais elevadas favorecem uma muda mais rápida. Muitos criadores encapam a gaiola durante a muda, com a intenção de manter o pássaro mais tranqüilo e protegido de variações bruscas de temperatura. Com a menor circulação de ar pela gaiola encapada, podem surgir problemas sanitários causados pelos vapores emanados dos excrementos do pássaro, notadamente a amônia. Podem ocorrer desde irritações dos olhos e das vias respiratórias até uma intoxicação mais séria. Para contornar o problema, é colocado na bandeja da gaiola com carvão vegetal triturado. O carvão vegetal é conhecido pela sua capacidade de absorção e retenção de substâncias químicas.
Tanto é que sua presença é comum em muitos filtros. Isso deu início à lenda de que carvão no fundo da gaiola ajuda na muda. Já vimos vários criadores com gaiolas desencapadas e forradas de carvão, para “desencruar a muda”.
Os banhos são permitidos e recomendados, com a precaução de evitar dias e horas mais frios. Duas gotinhas de vinagre de maçã na água do banho ajudam na prevenção de ácaros e conferem um aspecto de limpeza à plumagem. Banhos de sol são excelentes.




Uma dieta equilibrada é garantia de muda bem feita.
Quando a muda não transcorre como o previsto, devemos buscar as causas do problema.
As causas clínicas mais comuns são parasitas de pele, parasitas internos (vermes, protozoários), infecções bacterianas ou fúngicas na pele ou nos folículos das penas, alergias, distúrbios hormonais, desnutrição, aspergilose (infecção respiratória fúngica), doenças internas (doenças hepáticas) e carências nutricionais.
As causas psicológicas ou comportamentais são o estresse, medo, susto, luz no criatório reduzindo as horas de sono, mudança brusca na rotina do pássaro, presença de outros pássaros cantando no recinto ou mistura de machos e fêmeas, principalmente, em diferentes estágios da muda.




Outra prática tradicional de muitos criadores é colocar o pássaro para exercitar-se em gaiolões no final da muda.
E exercícios são benéficos não apenas para os pássaros. No entanto, colocar um pássaro em um gaiolão e depois de um mês devolve-lo à gaiola convencional é uma prática de pouca valia. Equivale a praticarmos esporte durante um mês por ano.


Os pássaros que são condicionados a permanecer em gaiolões, passando para gaiolas convencionais apenas por ocasião de passeios, treinamentos e torneios, apresentam condição física superior em suas apresentações. É impressionante como se mostram alegres com a aproximação da gaiola. Sabem que vão passear.
Concluída a muda é hora de vermifugar o plantel, cortar as unhas que estiverem fora de medida e iniciar os preparativos para a temporada de reprodução e torneios. (Parecer Tecnico)


Esse artigo é uma sintese de alguns textos colidos na internet, escrito em sua maioria por veterinarios, agora vamos apresentar, o que é feito na prática, e como tratamos de nossos alados, vão perceberem que não há uma receita pronta, pois cada passaro reage de uma forma diferente, e estão em diferentes estagios, e cada criador tem a maneira fazer o seu manejo.
Eduardo Machado
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