Criação e Reprodução de Canário Belga - Artigo
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    Criação e Reprodução de Canário Belga - Artigo Empty Criação e Reprodução de Canário Belga - Artigo

    Seg 17 Ago - 0:35
    Bom dia amigos Criadores de Pássaros !

    Vamos ler esse artigo para ter sucesso no processo de Reprodução dos nossos Canários ?

    Criação e Reprodução de Canário Belga

    A criação e reprodução dessa bela espécie, deve começar pelo manejo adequado. A alimentação baseada em sementes (alpiste, niger, colza, aveia, painço e etc), complementada com farinhada, frutas, verduras e folhas, faz com que essas aves apresentem seu melhor potencial reprodutivo e morfológico. O acesso a água limpa para beber e tomar banho, banhos de sol, em poleiração adequada, gaiola de tamanho adequado, higiene da gaiola e do ambiente em que ela fica e visitas periódicas ao Veterinário, também fazem parte do manejo adequado. 

    Nessa espécie observam-se diversos padrões de cor e porte, desde o comum belga amarelo-nevada até o grande roller com padrão vermelho. Não se engane ao pensar que eles atingem tal coloração naturalmente, na verdade eles tem um fator genético para tal e ao serem alimentados com suplementos como o caroteno, adquirem a coloração vermelha. A mistura de padrões levou ao surgimento de uma grande variedade de cores e portes. Além dessas variações dentro do grupo dos canários, há ainda o pintagol, um híbrido que se origina do cruzamento entre o canário belga, com o pintassilgo, espécie da ave fauna nacional. 

    O manejo reprodutivo deve começar com a escolha de um macho e uma fêmea, ambos devem ter no mínimo 1 ano, idade que inicia a fase reprodutiva e portes similares. Inicialmente eles devem estar em gaiolas separadas. A época de reprodução normalmente ocorre durante a primavera e o verão, onde os dias são mais longos e a oferta de alimentos maior, entretanto, na gaiola a oferta de alimento é igual o ano todo e o casal pode acabar reproduzindo seguidamente, sobrecarregando os pais na missão de reproduzir e criar os filhotes, deve-se então deixar ter 2 ou 3 ninhadas seguidas e separar o casal para descanso. A fêmea pode ser posta desde o início na gaiola de reprodução com o ninho. O macho deve ficar próximo a fêmea, mas sem vê-la. O canto do macho se tornará mais frequente de mais alto a medida que ele for atingindo seu maior potencial reprodutivo. Com o canto, a fêmea irá aprontar e o principal sinal que ela vai mostrar será picar o jornal do fundo da gaiola e passará boa parte do tempo arrumando o ninho. Lembrando que machos que cantam pouco e/ou fêmeas que cantam são fatores que dificultam a formação do casal e a reprodução.  


    Quando ambos derem o sinal de que estão prontos, deve-se fazer a apresentação deles, inicialmente em gaiolas separadas e em alguns dias poderão ficar juntos na gaiola de criação. Em horas ou dias, o macho já terá fecundado a fêmea. Esta normalmente bota 4 ovos, que em cerca de 14 dias irá eclodir e dar origem aos filhotes que serão alimentados e aquecidos por ambos pais durante as próximas semanas. Eles somente estarão independentes dos pais com cerca de 40 dias. O sinal para separar os filhotes dos pais será quando os pais começarem a arrancar penas dos filhotes para a confecção do ninho da próxima leva de filhotes. Esse comportamento é característico dessa espécie. 

    Existem algumas outras possibilidades no manejo reprodutivo de canários, como por exemplo, juntar somente o macho com a fêmea para a cópula e então separar, para a fêmea cuidar sozinha dos filhotes. Dessa forma um único macho pode galar várias fêmeas. Pode-se ainda, fazer uso de ovos de plástico. Eles são usados da seguinte forma: a cada ovo que a fêmea bota, ele é retirado e substituído por ovos de plástico, até que a fêmea bote os 4 ovos. Durante esse tempo os ovos de verdade devem ser guardados em local macio, sem aquecimento e devem ser girados diariamente. Quando ela tiver posto os 4 ovos, retira-se os artificiais e volta com os de verdade para o ninho. Esta técnica é utilizada para que todos os filhotes eclodam no mesmo dia, evitando concorrência desleal por alimento e espaço dentro do ninho.

    O texto foi elaborado pelo Dr. Arthur Azevedo, membro da equipe do Consultório Veterinário Birds e Cia/NIAAS
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