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PROBLEMAS DA REPRODUÇÃO DOS CANÁRIOS

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PROBLEMAS DA REPRODUÇÃO DOS CANÁRIOS

Mensagem por juliocgn em Dom 11 Ago - 21:50

Todo criador tem alguns casais que simplesmente não se reproduzem duran­te a estação adequada. Por que são estes casais inativos? As causas são razoavel­mente numerosas. Há uma suposição óbvia que um ou ambos os membros deste casal é demasiado jovem ou tem algum problema reprodutivo. O que acontece exatamente quando um pássa­ro se reproduz em determinada circuns­tância e não em outra e quais são os estí­mulos envolvidos neste processo?


PARTICULARIDADES DE CADA SEXO ALTERAÇÕES DAS FÊMEAS

A infertilidade de uma fêmea ge­ralmente se traduz pela falta de postu­ra, mas há alguns raros casos de ovos inférteis. Neste último caso, o acasala­mento sucessivo com três machos di­ferentes sem fertilização confirma o diagnóstico de esterilidade da fêmea.

Alterações ovarianas ou hormonais, tumores e infecções podem impedir a fertilização e determinar a postura de ovos inférteis. Intoxicações, fraqueza, senilidade e ambiente desfavorável são outros fatores que podem determinar infertilidade. Alterações obstrutivas do sistema genital feminino impedem o li­vre acesso dos espermatozóides aos óvu­los, comprometendo a fertilização.

O fator idade é importante e merece maiores discussões. As fêmeas primípa-ras (que botam pela primeira vez), costu­mam apresentar uma quantidade consi­derável de ovos inférteis, às vezes até 50%. Esta infertilidade inicial normalmente cessa rapidamente. Algumas fêmeas adul­tas frequentemente põem ovos inférteis quando as posturas ficam muito próxi­mas, ou seja, quando a canária bota en­quanto os filhotes da ninhada anterior ainda estão muito novos. Aparentemen­te, este fato se deve a alterações nos ní­veis de hormonio prolactina, responsável pelo choco e instinto de alimentar os fi-lhotes pela fêmea, razão pela qual estas canárias quase sempre são mães ruins.

Fêmeas afastadas dos machos em idade precoce podem não ter experiên­cia bastante para aceitá-los. Embora este fato ocorra com mais frequência entre psitacídeos, pode também ser vis­to em algumas canárias. Uma boa op­ção para despertar a reprodução das fêmeas é colocá-las primeiro na gaiola de reprodução juntamente com o ni­nho (contrariamente do que a maioria faz), somente introduzindo-se o macho após três dias. Isto geralmente é um es­tímulo reprodutivo para elas.

Outro problema relativamente co­mum entre as fêmeas são aquelas que, a despeito de mostrarem sinais de postura (abdómen inchado, fezes amolecidas e até mesmo aninhamento), não botam ovo algum. Estes casos normalmente relaci-onam-se a problemas funcionais graves, que impedem a produção de óvulos. São pássaros que raramente voltam a ter um ciclo reprodutivo normal e, a menos que tenham altíssimo valor genético, devem ser sumariamente descartados.

Os poleiros redondos, lisos e de diâ­metro inadequado podem ser também causa de infertilidade, sobretudo para canários de porte grande e de posição. A incapacidade de uma correta apreensão do poleiro por parte da fêmea faz com que a mesma se sinta insegura e evite o acasalamento. Por isto, os poleiros de­vem ser específicos para cada raça.



ALTERAÇÕES DOS MACHOS

A má nutrição ou baixa luminosida­de pode tornar os testículos afuncionais,

levando a supressão do instinto sexual e dificuldades durante o acasalamento. Al­guns machos podem ser sexualmente in­diferentes a certas fêmeas em particular ou a qualquer uma, mostrando-se com­pletamente letárgicos a elas. Normalmen­te este é um problema difícil de se resol­ver e, quando não há má duminação e/ou nutrição, estes machos devem ser descar­tados do plantel. A idade também é um fator importante, desaconselhando-se o uso de pássaros com mais de 3 anos.



ALTERAÇÕES COMUNS A AMBOS OS SEXOS:

Naturalmente todos nós temos aque­les casais que produzem ovos inférteis. A frequência destes ovos na primeira postu­ra é relativamente alta, mas se persiste a partir da segunda há algum problema no acasalamento. As causas deste problema são várias, mas a incompatibilidade entre os membros do casal e a infertilidade do macho parecem ser as mais comuns.

O tipo de pena que a ave apresenta também é um fator importante. Canários de pena longa têm maior dificuldade de um acasalamento correto e devem ter as penas ao redor da cloaca bem cortadas antes do acasalamento. Este fator parece afetar mais às fêmeas, embora machos com excesso de penas também tenham dificuldades em cruzar. Também é neces­sário verificar com frequência se estas penas cloaca não estão com fezes gruda­das, pois além do evidente problema sa­nitário, a fertdização fica comprometida.



ALTERAÇÕES NO DESENVOLVIMENTO DO EMBRIÃO

Há muitas causas para a morte do embrião dentro do ovo e cada criador certamente já teve estes casos em seu plantel. A morte do embrião pode ocor­rer durante todo o estágio de desenvol­vimento, entre a fertilização e o final da incubação. Entretanto, há duas fa­ses onde esta mortalidade ocorre com mais frequência, entre o Io e o 4o dias e nos dois dias finais de incubação.

As causas principais de morte embri­onária precoce incluem fatores hereditári­os (letais), fisiológicos (composição do ovo, retenção dentro da fêmea e alterações no choco), nutricionais (deficiência de vita­minas), infecciosos (contaminação do ovo por certos agentes, principalmente bacté­rias do géneroSalmonella) e danos físicos (quebras da casca). A morte embrionária tardia normalmente decorre de falhas no choco, más condições ambientais (falta de oxigénio ou umidade), mal posicionamen­to ou deformidades do embrião.

Os problemas de choco são relati­vamente comuns e podem ser causa­dos por deficiência hormonal (determi­na perda do instinto de choco), parasi-tos, unhas muito grandes que danifi­cam o ovo e machos que tentam cru­zar com a fêmea em incubação.

Embriões de pais doentes, fracos, velhos ou muito consanguíneos fre­quentemente não têm força suficiente para quebrar a casca quando esta está um pouco mais dura que o normal. Nestes casos, a umidificação dos ovos com água morna costuma apresentar resultados satisfatórios.



INFERTILIDADE E DEFICIÊNCIA NUTRICIONAL

Os fatores nutricionais são importan­tes não só para a fertilidade, como tam­bém para a criação dos filhotes. Qual­quer leigo sabe que deficiências nutri­cionais levam a alterações na reprodu­ção das aves, mas poucos consideram a contrapartida. Aves que recebem exces­sos de determinados nutrientes geral­mente são completamente estéreis. Por isto, recomenda-se uma alimentação ba­lanceada, mas sem excessos.

A infertilidade pode naturalmente ser causada por uma deficiências nu­tricionais, dentre as quais muito se fala das avitaminoses.

As vitaminas são substâncias orgâ­nicas, sintetizadas principalmente pe­los vegetais e ingeridas pelos pássaros junto com sua alimentação. Mesmo as quantidades pequenas, são essenciais para a vida. Doenças específicas causa­das pela falta ou deficiência de algumas vitaminas, as avitaminoses, podem de­ terminar disfunções nos níveis de hor-mônios responsáveis pela reprodução. As vitaminas também são essenciais para assegurar um desenvolvimento completo do embrião, para impedir sua morte dentro da casca e para garantir um crescimento normal dos jovens.

As avitaminoses podem ser primá­rias, quando há níveis insuficientes na alimentação, ou secundárias, quando a ave não consegue absorver os nutri­entes ingeridos devido a alguma dis­função, geralmente localizada no trato digestivo (p. ex. as diarreias).

Embora sua participação no processo reprodutivo das aves ainda não tenha sido irrefutavelmente comprovada, a vitamina E é tida como essencial a um bom desempe­nho reprodutivo e muitos criadores suple­mentam com fontes externas, principalmen­te gérmen de trigo. Esta suplementação pa­rece ser completamente desnecessária, pois a vitamina E está presente em quantidades satisfatórias em todas as sementes oleagino­sas, como por exemplo, colza e niger.

Em periquitos australianos, há uma comprovada degeneração dos túbulostesticulares produzida por deficiência de vitamina B.



A IMPORTÂNCIA DA LUZ

A luz, especificamente o aumento em sua duração e intensidade, tem um grande efeito no ciclo reprodutivo. Ela estimula a hipófise a produzir seus hor-mônios, dentre os quais aqueles envol­vidos no processo de reprodução. Assim, luz e nutrição são os principais fatores que determinam o sucesso na reprodu­ção dos pássaros. O ápice da reprodução ocorre sempre naquelas épocas onde há maior luminosidade, ou seja, aproxima­damente em outubro, meados da prima­vera onde os dias são mais longos.

Pode-se concluir, portanto, que au­mentos artificiais na quantidade diária de luz são estimulantes do processo re­produtivo. Qualquer acréscimo (ou de­créscimo) de luminosidade, entretanto, deve ser feito de maneira gradual.

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Re: PROBLEMAS DA REPRODUÇÃO DOS CANÁRIOS

Mensagem por Franqlim Pereira em Dom 11 Ago - 22:04

amigo bom artigo !!! só lembre de postar a fonte !!!!!


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.... as respostas  para nossas perguntas  nem sempre e aquelas que queremos receber....
.....mais sim as que necessitamos para nosso bem........

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Re: PROBLEMAS DA REPRODUÇÃO DOS CANÁRIOS

Mensagem por Huenio Barreto em Dom 11 Ago - 22:08

aplausos muito bom


[i]Huenio santos[/i]









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Re: PROBLEMAS DA REPRODUÇÃO DOS CANÁRIOS

Mensagem por Thonyn em Seg 12 Ago - 1:00

Ótimo artigo... Parabéns...

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