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Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

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Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por Eduardo Machado em Seg 20 Maio - 16:39

Relembrando a primeira mensagem :

Boa tarde !

Vamos criar uma discussão que faz parte da vida de todo CRIADOR ´´ Genética ``

Até onde ela influencia ou influencia em tudo, como realmente escolher suas matrizes para conseguir filhotes campeões ? Manejo e qual a diferença que pode fazer para o alado ?

Vamos lá pessoal !!!

Abraços
dabce estudar cafe posi1 Wink


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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por ENIVALDO em Qua 29 Maio - 13:11

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] escreveu:Tema bom de mais...rs
Teremos muitas opiniões parecidas , mais duvido que alguém concorde 100% com outro comentário.
fazendo um mix, das opiniões a cima descordei de muitos e concordei com alguns...
Para quem reproduz, genética é o ponto de partida de qualquer gala, acho eu que ninguém é maluco de copular um femea sem que tenha bons resultados anteriores....
Genética existe e ponto, falar que é marketing englobando um todo acho um tanto conflituoso.
Meus filhotes , filhos de pássaros com reconhecimento de fibra e canto, com médias de puxar troféu, são vendidos com um preço diferentes dos demais, confirmado por genotipagem .
O pq do preço é pura e simplesmente pelo investimento que fiz para telos comigo , reproduzindo para meu criatório, pq é hipocrisia dizer que criamos só pq amamos as aves....
Lógico que isso é 99% da criação sem amor e carinho não chegaria a lugar nenhum, mais não existe criatórios que reproduzam para tomar prejuízo, pq ninguém nasceu milionário , nas nossas rodas brasil a fora.
Por isso são vendidos separadamente, mais na minha opinião para falar que é filho disso ou daquilo tem que genotipar cada filhote.
Nos estudos que vem de alguns anos, meu e de meus antecessores(Pai e Avo), tivemos certeza que vale apostar em genética.
Os questionamentos em torno, de filhos de campeão, ainda serem poucos que se consagram, vai pelo fato do manejo, errado, cada ave é uma ave.
Numa genética é importante observar que uma raça sobre sai, sobre outra, não é pq o pai é campeão, que o filho será igual a ele, pq genética dele pode sobresair diferente(antecessores).
Realmente existe uma dificuldade maior em trincas, diria que está a 5, 6 anos dos curiós, até pela dificuldade em criar los, a 10 anos quando já se criava curió em bandos, poucos trincas sobrevivia, na criação doméstica.
Desculpe pelo extensão do comentário, tinha assunto para dias aki...rs

Thiago

Separei essa pasagem
"Por isso são vendidos separadamente, mais na minha opinião para falar
que é filho disso ou daquilo tem que genotipar cada filhote.
Nos estudos que vem de alguns anos, meu e de meus antecessores(Pai e Avo), tivemos certeza que vale apostar em genética.
Os
questionamentos em torno, de filhos de campeão, ainda serem poucos que
se consagram, vai pelo fato do manejo, errado, cada ave é uma ave.
Numa
genética é importante observar que uma raça sobre sai, sobre outra, não
é pq o pai é campeão, que o filho será igual a ele, pq genética dele
pode sobresair diferente(antecessores)."

Todos os filhotes sairam igual aos pais?

Não, pois tudo vai depender tanto da fêmea com o macho, não adianta você ter um macho filho de um campeão, e cruzar com qualquer fêmea, pois a carga genetica tem que ser de ambos, os filhotes podem puxar mais a fêmea do que o macho.
Os filhotes filhos de campeão serão iguais aos pais?

Provavelmente não, o trabalho de genetica vem para apurar e melhorar o que o pássaro tem de melhor, por isso que as medias de cantos em trincas e coleiros vem aumentando ano após ano.

Sempre antes de adquirir um pássaro filho desse ou daquele, exigem a genotipagem, tem muitos criadores que já oferecem, uns ainda amadores, mas já vejo alguns comerciais neste rumo..

Genetica é o caminho para o futuro..

Boa sorte




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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por Thiago Pereira Iza em Qui 30 Maio - 19:02

É isso ai, é por esse lado.
As vezes irmãos do mesmo pai e mesma mãe, são diferentes em tudo, oq dirá sem carga de um dos lados, as vezes saem abelhas brancas, mais é raríssimo.

Genética vem se aperfeiçoando,e nós passarinheiros vamos pegando carona nos estudos dos cientistas , para entender melhor os genes e como faze los aflorar da menira que queremos, sempre vai estar em evolução, será um estudo de anos, para atingirmos o resultado esperado....e quando atingirmos esse resultado, vamos buscar outros melhores....

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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por ENIVALDO em Sex 31 Maio - 13:29

Thiago

É isso a busca pela melhoria genética é continua, pois nos queremos o melhor sempre, a busca nem sempre é facil, exige muita dedicação e perceverança do criador, o resultado vem a longo prazo.

Nilo..

Como se deve trabalhar a genética ?


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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por Thiago Pereira Iza em Sex 31 Maio - 13:43

Qualquer pessoa que começa a mexer com genética, fica meu louco e começa a brincar de ser cientista, é gostoso ver os resultados após.
Já fiz tantas experiências com curiós, umas boas e outras nem tanto, mas é muito prazeroso.
Eu gostava muito dos híbridos, mas infelizmente estamos proibidos ....

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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por Nilo em Sex 31 Maio - 15:25

Enivaldo,

Eu acredito muito nos trabalhos baseados na consanguinidade para a formação e definição do genótipo que será a característica, a marca, do criatório. Considerando que muitas raças de animais foram totalmente desenvolvidas com a utilização desta técnica.

Também creio, como voce e o Thiago, que esse é um trabalho que não termina nunca, pois estamos sempre em busca de resultados melhores.

Nesse sentido, antevejo que num futuro não muito distante, com o acelerado avanço da biotecnologia na área das técnicas de Engenharia Genética, mapeamento genético, clonagem e outras, teremos aves com as características que desejamos de resistência nas rodas, facilidade de aprendizado de canto (curto ou longo), dominância, resistência a doenças, com muito mais rapidez e eficiência do que temos hoje.

Já sobre como acho que devemos trabalhar a genética atualmente, com os recursos que dispomos, vou me permitir postar, logo abaixo, um artigo do Dr. Gilson Ferreira Barbosa, de Itabuna - BA, que alguns talvez ainda não tenham lido, onde ele discorre sobre a consangüinidade de forma bastante didática.

É só fazer uma rápida edição e já estarei postando.

Abraços.

Nilo
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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por Nilo em Sex 31 Maio - 15:50

UTILIDADE E UTILIZAÇÃO DA CONSANGUINIDADE NA CRIAÇÃO



Parte I

Muito elogiado por alguns que declaram ser esse método excelente se as linhagens são de boa qualidade, por vezes ele é execrado por outros experts. Os criadores foram por muito tempo geralmente hostis ao método da consangüinidade, muitas vezes com veemência, apesar de que muitas raças de animais foram desenvolvidas inteiramente desta forma.

A consangüinidade é um método de reprodução no qual são associados reprodutores de uma mesma família, aparentados por graus mais ou menos próximos. Efetivamente, segundo uma codificação precisa, há tantos graus de parentesco de gerações em linha direta quanto em linha colateral, remontando ao mesmo ancestral.

Assim, entre um pai e seu filho há um parentesco dito de 1º grau. Da mesma forma, o parentesco dito de 2º grau entre um avô e seu neto, mas também entre um irmão e sua irmã.

O parentesco será de 4º grau entre primos-irmãos. A consangüinidade será, portanto decrescente na ordem seguinte: irmão x irmã, meio-irmão x irmã, sobrinho x tia.

A partir daí, a consangüinidade colateral é utilizada freqüentemente com muito bons resultados, sob a condição de que os exemplares utilizados sejam "de elite". Ela permite realmente um alto grau de uniformidade no tipo e em algumas outras características.

Através da consangüinidade, pode-se concentrar nos indivíduos reproduzidos os genes de um ancestral que já tenha sido utilizado muitas vezes naquela linhagem.

A consangüinidade, também, tende a separar em famílias distintas, cada uma remontando a um determinado ancestral, do qual se tenha desejado fixar as características.

Entre essas famílias é impossível praticar uma seleção familiar. A consangüinidade linear aumenta notavelmente a homozigose e o "poder raçador". Nós retornaremos posteriormente a estes dois pontos.

As aplicações práticas da consangüinidade linear são interessantes para se considerar. É evidente que se um certo macho produziu, com fêmeas diferentes, filhotes de qualidade superior à de suas mães, não se deve hesitar em utilizar o poder raçador deste reprodutor e fixar suas características.

Deve-se, portanto, aumentar a relação de parentesco entre seus descendentes e ele mesmo por utilização de consangüinidade em linha direta. Se o reprodutor tiver morrido, poderá ser utilizado indiretamente através de seus descendentes: nesse caso, sempre é importante aplicar rapidamente o método de consangüinidade em linha antes que a relação de parentesco entre os ditos descendentes daquele reprodutor torne-se mais baixa. Será mesmo conveniente recorrer à consangüinidade colateral entre primos-irmãos. Uma outra aplicação da consangüinidade linear é o estabelecimento de uma linhagem, problema que pode se apresentar a alguém que começar uma criação.

Para estabelecer a linhagem, é necessário inicialmente adquirir exemplares de excelente qualidade, em perfeitas condições de saúde e plenamente de acordo com os padrões da raça.

As fêmeas deverão ser acasaladas com um único macho, originando da mesma linhagem que elas, descendentes, portanto de um mesmo reprodutor. Esses cruzamentos permitirão a obtenção de filhotes dentre os quais se poderão selecionar os melhores.

Nos casos em que esse procedimento não seja possível, poderíamos partir de uma única fêmea como base. Ela deverá ser acasalada inicialmente com um excelente macho de uma linha de sangue diferente e depois com outro macho igualmente bom, mas com algum grau de parentesco com aquele utilizado da primeira vez.

Deveremos selecionar os melhores filhotes dessas duas ninhadas, que na temporada seguinte serão acasalados entre si e produzirão filhotes de qualidade homogênea, teoricamente muito boa.

Se após algum tempo de utilização de consangüinidade em linha aparecerem sinais de que ela tornou-se muito estreita na linhagem (os sinais de alarme mais comuns são o aparecimento de indivíduos instáveis, doentes e também a diminuição da vitalidade reprodutora dos jovens exemplares produzidos), poderá ser necessário introduzir "sangue" novo. É o chamado "outbreeding". A melhor maneira de fazê-lo sem danificar o trabalho anteriormente desenvolvido será procurar um reprodutor com 50% de sangue diferente.

Na prática, deveremos reintroduzir na linhagem um macho que seja filho de um reprodutor da linhagem desenvolvida por consangüinidade com uma fêmea de linhagem totalmente diferente. A consangüinidade que tende a aumentar o número de produtos homozigotos faz também aparecer todas as taras e todas as características defeituosas que por ventura existam na linhagem no estado recessivo.

Assim, quando essas características aparecem deve-se proceder a uma seleção implacável e guardar para reprodução apenas os indivíduos que tenham produzido os filhotes mais saudáveis, melhor constituídos, os mais próximos do padrão.As possibilidades de se alcançar o progresso almejado são maiores quando se utilizam para a reprodução em consangüinidade exemplares escolhidos segundo a observação do genótipo de seus descendentes, pois só assim teremos certeza de que eles possuem os genes desejados.

A porcentagem de indivíduos homozigotos aumenta dentro de uma determinada população com os acasalamentos consangüíneos (lei de Hardy) na mesma proporção em que aumentam as chances da transmissão de um determinado caractere dos genitores ancestrais, macho ou fêmea.

Por uma estreita consangüinidade a probabilidade de obtenção de indivíduos heterozigotos diminui sensivelmente: eles tendem a desaparecer devido à utilização dos acasalamentos consangüíneos, pois só os indivíduos subsistem enquanto se aproxima mais a homogeneidade da população.

É evidente que a consangüinidade estreita, mais ou menos incestuosa, como a indicada nos exemplos anteriormente citados é a chamada "in and in" dos anglo-saxões, consistindo em acasalamentos entre pai e filha, filho e mãe, irmão e irmã.

O risco de aparecimento de taras recessivas é evidente o mesmo do surgimento das características desejadas, e é isso que justifica o aforismo de lush: "A consangüinidade não é crime, ela descobre o crime". As taras, os defeitos e as qualidades são condicionados por genes que, por vezes recessivos, aparecem graças a homozigose, já que estavam mascarados anteriormente pela heterozigose dos genitores ancestrais.


Parte II

Uma consanguinidade distante consiste no manejo de indivíduos pouco aparentados. O "inbreeding" ou cruzamento entre parentes é a aliança de dois indivíduos que estão separados por três a quatro degraus de parentesco. O "lenhe breeding" é aquele em que os exemplares acasalados estão separados por quatro ou cinco degraus de parentesco. Então, quando se fala de consangüinidade distante, significa que mais de cinco degraus de parentesco separam os reprodutores acasalados.

Os resultados da consangüinidade são sempre rápidos, contrariamente aos obtidos por simples seleção. A rapidez é mesmo chocante quando se trata de cruzamentos de "inbreeding" repetidos.

A utilização da consangüinidade gera controvérsias há muito tempo, e o problema é pouco esclarecido devido à parcialidade dos criadores e à inexatidão dos ensinamentos tirados de experimentos e ensaios práticos. A utilização prática da consangüinidade exige certas precauções, resultantes da estrita observação de regras bem codificadas pelo Dr. Roplet, que serão apresentadas nas linhas a seguir:

- Regra um:

A consangüinidade que tende a homozigose produz a pureza, mas somente para a qualidade considerada pelo criador. Isso quer dizer que se os caracteres que o criador deseja melhorar beneficiam-se efetivamente desse método, outros caracteres não considerados irão degenerar-se. Isso pode acontecer por negligência, por escolha ou por impossibilidade material (números de casais utilizados) de eliminar os pássaros recessivos para esses caracteres secundários.

Portanto, deve-se absolutamente evitar o abandono provisório da melhoria de certos caracteres considerados como secundários e também a concentração de espécies de esforços unicamente na melhoria das qualidades primordiais, contando reverter posteriormente a situação, para então voltar a trabalhar aquilo que se tenha momentaneamente desconsiderado.

Efetivamente, se uma determinada característica é negligenciada, os indivíduos criados não mais a portarão, por resultado da homozigose (lei de Hardy) e não será mais possível reintroduzi-la, exceto pela infusão de "sangue novo" que, invariavelmente, provocará a destruição de todo o trabalho já realizado.

Há evidentemente necessidade de considerar-se numerosas características, uma vez que se ocupando unicamente de trabalhar as qualidades de tipo (melanina), podem ser pioradas outras características (forma, lipocromo, etc...).

- Regra dois:

Os efeitos nocivos da consangüinidade podem ser decorrentes da heterozigose, sempre devido a cruzamentos em "outbreeding" nas gerações anteriores. Paradoxalmente, a consangüinidade aumenta nesse caso a variabilidade e a freqüência do aparecimento de características indesejáveis, mas o grande erro seria voltar aos acasalamentos com outros indivíduos portadores de uma variabilidade de caracteres ainda maior. O único remédio consiste na continuação de uma consangüinidade estreita com seleção rigorosa dês recessivos e sua eliminação da reprodução. Na prática, a aplicação da consangüinidade em cruzamentos com linhagens estranhas (outbreeding) produz indivíduos com características indesejáveis. Portanto, a única solução é continuar a usar a consangüinidade. Pode-se concluir daí que a consangüinidade é muito mais vantajosa e benéfica em curto tempo se praticada com exemplares já relativamente aparentados ao invés de uma população com linhagens diversas. Podemos inferir que o criador terá o maior interesse em testar a descendência para evitar a heterozigose. O resultado será uma produção de grande homogeneidade, com alta porcentagem de indivíduos de boa qualidade. Esses indivíduos serão quase idênticos e formarão facilmente quartetos de muita harmonia.

- Regra três:

Não se deve jamais utilizar reprodutores inferiores ao ideal desejado pelo criador. A consangüinidade não traz bons resultados quando a freqüência genética de uma característica desejada é baixa. É claro que o criador busca fixar essa característica favorável. Ele deve, portanto, fazer acasalamentos entre famílias aparentadas, até que produzam um número suficiente de indivíduos excelente para, só então, começar a utilizar a consangüinidade planejada. O número de indivíduos excelentes deverá ser grande, porque sempre haverá muitos exemplares de fenótipo inferior para se eliminar. Durante as quatro ou cinco primeiras gerações, deve-se acompanhar cuidadosamente não a qualidade particular de um único indivíduo, mas sim a qualidade dos melhores exemplares, que serão os únicos utilizados como reprodutores.

- Regra quatro:

Não se deve nunca utilizar exemplares defeituosos (homozigotos recessivos para uma determinada característica indesejável), uma vez que o acasalamento de dois pássaros defeituosos produzirá com certeza apenas indivíduos defeituosos, e não se poderá jamais voltar à dominância heterozigoto sem "outbreeding". Por outro lado, a obtenção de uma característica dominante homozigota dispensa a seleção posterior de tal característica.

- Regra cinco:

É desejável que os criadores trabalhem em estreito acordo, em parceria mesmo, cada um selecionando linhagens diferentes mais de características igualmente boas. O desenvolvimento simultâneo de várias linhagens é efetiva garantia contra a involuntária mas inevitável perda de genes resultante da consangüinidade. Poder introduzir um macho ou fêmea de excelente qualidade nessas diferentes linhagens permitirá a superação de eventuais problemas, assim como evitará chegar-se a um impasse definitivo. Por outro lado, coisa muito comum na criação, a data de separação de diversas linhagens não é nunca muito antiga, e facilmente podemos perceber que muitos exemplares em nossas criações têm ancestrais comuns, provenientes de um criador líder na época da aquisição do plantel. Desta forma, se o criador não praticou continuadamente o "outbreeding", a impureza resultante dos acasalamentos de exemplares de diferentes linhagens não será jamais muito grande ou muito grave, assim como os cruzamentos com pássaros estranhos não produzirão perturbações muito importantes.

Utiliza-se, portanto, a consangüinidade quando se deseja produzir exemplares muito próximos daqueles que admiramos. Desta forma, aumenta-se o coeficiente de parentesco que naturalmente seria reduzido à metade a cada geração, se não utilizarmos a consangüinidade. Além disso, a consangüinidade apresenta uma enorme vantagem que justamente vem sendo desconsiderada pelos criadores há muito tempo: ela ajuda na seleção de genes desfavoráveis, ao fazer aparecerem indivíduos portadores dessas características. Essa concentração de características indesejáveis em determinados indivíduos facilita a sua eliminação: basta retirar da reprodução esses exemplares. O ideal seria que um filhote de cada ninhada acumulasse todos os defeitos.

A consangüinidade permite igualmente a formação de famílias distintas, oferecendo-nos assim a possibilidade de uma seleção mais severa que aquela feita entre indivíduos quaisquer, sobretudo quando consideramos as características de difícil transmissão. A consangüinidade permite, enfim, testar o valor hereditário de um macho "raçador".

O teste da consangüinidade incestuosa serve como prova e constitui o teste mais rigoroso do valor hereditário de um macho. Esse é o maior mérito do método, permitir a criação de indivíduos fortemente homozigotos, qualificados como "raçadores".

O poder raçador de um reprodutor á a capacidade de imprimir em seus descendentes características tais que os façam parecer-se com seus pais e entre si, mais que o normal.


Parte III

Em zootecnia, é comum designar-se pelo termo "hereditariedade unilateral" o fato de um produto parecer-se unicamente com um de seus pais. Apenas um dos seus ascendentes transmitiu as características visíveis. Tudo se passa como se esse ascendente agisse sozinho,como se o produto fosse fruto unicamente de seus genes, quase um clone. Um reprodutor que possua essa qualidade é evidentemente um excelente "raçador", possuindo a capacidade de transmitir suas características a toda sua descendência, sendo chamado por isso de um "marcador de linhagem". Em contrapartida, alguns exemplares que brilham nos concursos, apesar de belos, não passam de reprodutores medíocres. A qualidade de "raçador", como bem define o Prof. Jean Blain, não é outra coisa senão a posse, por um reprodutor, de caracteres dominantes que se transmitem na primeira geração. É capacidade à qual se deve saber atribuir limitações e que a simples seleção não permite manter. Se a consangüinidade não for utilizada, não há qualquer razão, segundo o Prof. Blain, para que as características dominantes continuem a aparecer na totalidade dos sujeitos da segunda geração. Se as boas características de um raçador persistem após várias gerações pode-se dizer que os sujeitos portadores de caracteres recessivos não considerados foram eliminados.

Como nós vimos, é melhor usar a consangüinidade estreita a partir de um bom reprodutor que a consangüinidade distante a partir de um reprodutor médio.

Na prática, não existem reprodutores que transmitam apenas suas características, mas há reprodutores que possuem características que se impõem. Reportando-nos às leis de Mendel, o abecedário da criação, é fácil constatar que um reprodutor que possua caracteres dominantes em dose dupla (homozigose) os transmitirá obrigatoriamente à sua descendência, ao passo que um reprodutor que possua esses mesmos caracteres em dose simples (heterozigose) os transmitirá a apenas 50% de seus descendentes. Basta que o número de filhotes seja pequeno, para que o acaso faça com que nenhum deles se pareça com seu pai heterozigoto.

De tudo que foi visto até aqui, podemos afirmar que as diversas causas do poder "raçador" de um indivíduo são:

- a homozigose - se o reprodutor for homozigoto, ele produzirá apenas os genes que nós selecionamos. Portanto, o poder "raçador" é diretamente proporcional ao número de genes desejáveis para os quais o pássaro é homozigoto.

- a dominância - um descendente que receba um gen dominante exteriorizará apenas o efeito desse gen. Portanto, o valor do reprodutor será máximo se todos os genes desejáveis forem dominantes, e em estado de homozigose.

- a epistasia - fenômeno pelo qual um determinado caracter depende de uma combinação de vários genes que individualmente produziriam um efeito nulo ou defeituoso. Normalmente, essa combinação epistática tende a rarear a cada nova geração, e portanto a consangüinidade linear permite aumentar sua probabilidade de acontecer.


O valor do poder "raçador" de um indivíduo é função dos acasalamentos praticados. Os defeitos são frequentemente devidos a genes recessivos, e um reprodutor "raçador" pode possuí-los em heterozigose. Em caso de acasalamento com um outro exemplar qualquer, aparentemente não defeituoso, mas igualmente heterozigoto para o defeito considerado, esse defeito poderá manifestar-se como em qualquer outro acasalamento entre pássaros heterozigotos. Enfim, o poder "raçador" é transmissível apenas naquelas características concernentes à dominância.

A homozigose de um macho reprodutor não se repetirá em seus filhos, a não ser que as fêmeas com as quais for acasalado também sejam homozigotas para as características desejadas. Conclui-se que um alto grau de homozigose só pode ser obtido após numerosas gerações sucessivas, e pode ser facilmente destruído por um único cruzamento em "outbreeding".

Vemos, portanto, que na criação deve-se buscar um equilíbrio entre as características procuradas e as indesejáveis. este equilíbrio depende da habilidade do criador e de seus conhecimentos, mas depende também do seu "capital inicial" e em particular da abundância de genes indesejáveis.

Enfim, o criador deve preservar esse equilíbrio reservando-se o direito de recorrer a outras linhagens consanguíneas, para corrigir eventuais problemas e para reintroduzir genes favoráveis perdidos em sua própria linhagem, devido a erros de manejo ou a situações imprevistas. É conveniente lembrar que fundar uma linhagem é praticar a consangüinidade "in" e "in". Perpetuar uma linhagem, fixar um novo caractere ou melhorar uma raça decorrem da prática de uma consangüinidade mais ou menos estreita, que não se deve hesitar em usar.

O coeficiente de consanguinidade a partir do qual começa o perigo é função do objetivo, da exatidão dos testes, da abundância dos genes indesejáveis, da porcentagem de eliminação possível, da velocidade de reprodução e das habilidades do criador. A consangüinidade ajuda na seleção contra os genes desfavoráveis ao fazê-los aparecer, e ao permitir a eliminação dos exemplares que os possuam.

Se o número de genes recessivos é muito grande, a consanguinidade revelar-se-á impossível e a seleção não poderá ser levada a seu termo, uma vez que não será possível alcançar o objetivo desejado. O criador de animais, qualquer que seja a espécie ou raça, deve convencer-se de que não há seleção possível ou válida sem consangüinidade, assim como não há consangüinidade benéfica sem seleção. A produção é uma arte sutil que exige competência e habilidade, paciência e dinamismo, e também um permanente questionamento. Finalmente, é de uma judiciosa utilização da seleção, da consangüinidade e do "outbreeding" que depende o desenvolvimento de cada raça de pássaros que criamos, fazendo-nos incansáveis pesquisadores/criadores, permitindo a nós, humanos que somos, reencontrarmo-nos e desenvolvermos calorosas relações de amizade.

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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por Thiago Pereira Iza em Sex 31 Maio - 16:19

Na minha visão , não se critica como antes o uso de cosaguinios numa criação, a uns anos era tratado como criminoso quem o fizesse, diziam que quando não tinha aparencia defeituosa, seria mais fracos de saúde .
Tudo ta sendo consolidado pelos cientista e estudiosos que cravaram na tese que daria certo e hoje temos resultados maravilhosos.
Claro que estudos vão ser sempre importantes, mais hoje podemos fazer novas raças sem medo de criar monstros como antes era dito.
Ta comprovado que na natureza existe isso, nada melhor que a mesma para nos mostrar o caminho.
Da mesma forma dos híbridos, na natureza por falta de femeas da mesma espécie os machos buscam de outras e vice versa, existia um temor muito grande nessas cruzas, hoje ta provado que não se faz monstros assim.
Lógico que hibrido para consanguinio nada tem haver, só para mostrar que a natureza é sabia, seguindo os passos dela, com a inteligência do homem, faremos animais muito mais fortes e olhando para o lado fibra, canto, repetição cada vez mais que fazemos essas cruzas, podemos observar como sobre sai em determinadas espécies, pontos que marcam aquele animal.
Nunca consegui fazer numa cruza A+b fazer ab, mas marca a característica, se a+b, pesou o A por exemplo, pego um parente que tem a mesma característica e consigo acentuar ainda mais aquela característica.
Agora sem cosaguinidade nunca consegui fixar tal características em indivíduos diferentes.

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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por thiago job criador em Sex 31 Maio - 23:24

felicidade


ATENÇÃO USE UMA ASSINATURA PEQUENA !!

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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por ENIVALDO em Sab 1 Jun - 18:41

Nilo

Materia sensacional do Gilson Ferreira, ja tinha lido outras dele, acredito que todos os criadores deveriam ler essa materia, pois é de grade valia...

Parabéns...

Show de bola


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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por thiago job criador em Sab 1 Jun - 19:34

tb achei muito bom aplausos


ATENÇÃO USE UMA ASSINATURA PEQUENA !!

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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por ENIVALDO em Qua 5 Jun - 12:06

Bom pessoal

scratch scratch Será que tanto a fêmea como o Macho transmite a mesma carga genética scratch scratch


Criar é uma arte e devemos fazer da melhor maneira possível 


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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por Nilo em Qui 6 Jun - 13:37

Bom, respondendo de forma básica à pergunta, a transmissão é de 50% de cada um (macho e fêmea), mas em genética sempre tem algumas coisas para complicar o básico.... hehehe

Essa resposta é verdadeira quando nos referimos ao patrimônio genético nuclear, todavia no que tange aos genes mitocondriais, essa herança é quase que exclusiva da matriz e não do galador!!!

Desta forma, entendo que na transmissão do patrimônio genético, a importância da fêmea é maior que a do macho.

Estou terminando de ler um artigo (razoavelmente grande, mas bastante interessante) que destrincha a importância das fêmeas na criação dos pássaros silvestres. Sei que aborda a questão das fêmeas de uma maneira bem mais abrangente do que apenas o aspecto da genética, mas caso os amigos tenham interesse, quando chegar em casa, posso postá-lo na íntegra.

Pois bem, este artigo enumera 9 razões para embasar a defesa dessa importância:

1 - Alimentação dos filhotes;
2 - A fêmea é responsável pela metade do patrimônio genético nuclear e por quase todo o patrimônio genético mitocondrial herdados pelos filhotes;
3 - Imprinting dos filhotes;
4 - Postura e choco dos ovos;
5 - Responsável pela transmissão de doenças aos filhotes e aos outros pássaros, tanto pela transmissão vertical como horizontal;
6 - Patrimônio genético fixo no criadouro, permitindo usá-lo com machos adequados, emprestados ou alugados, com grande diminuição dos gastos;
7 - Menor gasto na formação do plantel;
8 - Maior facilidade de manejo; e,
9 - Possibilidade de maior variedade genética do plantel.


Abraços.

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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por ENIVALDO em Qui 6 Jun - 16:22

Nilo

Esse assunto é de suma importante para aqueles criadores que querem um diferencial em sua criação em seus pássaros.

O estudo da genética é muito mais amplo do que estamos expondo aqui neste tópico, pois na pratica enfrentamos muito mais dificuldades e também as recompensas satisfação..

Quanto a fêmeas, tenho total convicção da sua importância, para o aprimoramento genético..

Vamos q vamos


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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por Thiago Pereira Iza em Sab 8 Jun - 19:51

Posta sim Nilo, sempre é bom vermos opiniões de diferentes estudos.

Na minha concepção eu dou um valor maior as femeas, prefiro fazer o investimento maior, buscando aquela femea que me trará bons resultados, até pq hoje rodando pelo Brasil(falando de trincas), vc compra de 3 a 4 femeas com a genetica desejada com o valor que não daria para comprar 1 galador com a mesma genética.

Falar em numeros(%) é dificil, mas sempre dei mais valores as femeas, é com elas que faço meu aprimoramento, acredito que vou demorar ainda alguns anos, para chegar onde quero, mas falando em valores, investirei muito menos.

Acho que tanto o macho como a femea tem seu valor igual, mas cabe a nós reprodutores, enxergarmos onde podemos chegar mas longe nas condições que temos.

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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por ENIVALDO em Ter 11 Jun - 11:54

Amigos

scratch scratch Como indentificar um filhote no meio de tantos filhotes se ele será realmente bom, se todos são filhos do mesmo pai scratch scratch


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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por Agenor B S Jr em Sab 15 Jun - 17:51

boa noite

confirmando o que foi debatido aqui sobre o óbivio que apenas se usando a ferramenta da genética pode se chegar a algum lugar na reprodução de qualquer espécie de ser vivo.
ja comecei a colher alguns frutos
sempre que respondia alguma pergunta eu dizia para pesquisar no forum que tudo estava aqui ao alcance de todos, mas a preguiça de procurar foi tanta que foi necessario copiar esta pagina que o sr. Gilson tem escrito em varios sites de criadores e inclusive  no CANTO E FIBRA DE BICUDO  que foi parceiro aqui muito tempo.
quem realmente tem interesse em aprender sobre aves e realmente quer ter conhecimento ira virar a net dos avessos e comnhecer tudo que ja foi escrito no brasile no mundo sobre os amados alados sem hipocrisia e preconceitos.
todas as raças de animais e aves foram desenvolvidas para uma determinada função atraves da genética e consanguinidade para melhora de suas performance.
tanto faz se vamos usar o fundador da familia se vem de um macho ou de uma femea superior, estou partindo de femeas que são mais faceis de serem adquiridas.
para se identificar o filhote no meio de tantos se ele é realmente bom é só seguir sua carreira durante sua vida ou ficar observando todos qual é superior em todos os sentidos.
Tarefa mais dificil e complicada para pessoas com pouca pratica é a seleção do que se ira descartar só com muita bagagem se identifica o que deve permanecer no criadouro, mas o cruzamento de dois superiores é indicio de que pode vir coisa boa.
até

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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por Nilo em Sex 21 Jun - 19:46

Thiago,

Desculpe a demora em postar, as coisas estão a mil por hora no trabalho e tenho tido pouquíssimo tempo.

Bom, o link para a matéria que citei é: http://www.criadouromontealvao.com.br/arquivo/20.pdf

Foi escrito pelo Dr. José Carlos Pereira, de Cruzeiro/SP. Pelo que sei é médico pediatra.

São 14 páginas onde ele explana a evolução da moderna criação de cães pastores alemães, e traça um paralelo com a criação de pássaros silvestres, achei muito interessante e trata exatamente da importância das fêmeas na criação.


Abraço.

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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por PAULO PINHEIRO em Qui 27 Jun - 22:12

Entendo que genética seja fator de preponderância, de muita relevância, mas, na minha opinião, não é garantia de sucesso. Ela aumenta a possibilidade de se chegar a um exemplar campeão, mas também é uma grande ferramenta de marketing para a comercialização de aves.
Fico ouvindo: "esse curió é do criador tal, da raça tal, pai campeão etc". não vou aqui negar a importância do estudo e aprimoramento genético. Somente digo que Não garante absolutamente o sucesso na criação. Principalmente, porque, na minha opinião, o manejo é tão ou mais importante do que a genética.
Numa comparação simplória, seria o mesmo que dizer que todo o filho de um craque do futebol seria igualmente craque, o que não acontece na maioria das vezes.
Vou ser bem polêmico agora: Acredito na genética, nos padrões e na utilização do bom manejo para sucesso da ave, mas o craque, o repetidor nato, o que encarta fácil é resultado inicialmente do ACASO GENÉTICO. A transmissão das características genéticas não se manifesta muitas vezes e, quando procuramos esta ou aquela raça, estamos procurando acima de tudo, uma grife, uma etiqueta que é usada para encarecer a ave.
Em suma uma craque para mim já nasce com extrema habilidade e inclinação a repetição. o manejo pode concretizar que um excelente filhote se torne um craque.
Vejo alguns vídeos na internet de criadores, professores de canto que viajam o brasil inteiro comprando filhotes e exibindo apenas os craques. para cada craque que realmente encarta o canto clássico por exemplo, dezenas de outros curiós que foram submetidos ao mesmo manejo são descartados a valores mais baixos.
Vi um vídeo de uma visita do vitor padovan a um criador que disse que numa temporada tirou mais 150 filhotes e que conseguiu formar apenas 3 exemplares excepcionais! e a estrutura de criação e canto eram excelentes.
Finalizando, o componente SORTE é um tempero de sabor muito forte. muita gente não admite, mas essa é a minha opinião...

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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por Agenor B S Jr em Seg 1 Jul - 9:31

bom dia

o que estou entendendo
as pessoas não querem ter trabalho,para se fazer um bom passaro da trabalho e tem que se ter paciencia e quem quer encontrar pronto e só ir e comprar.
a gnética sózinha não faz milagre
passaro tem sentimento e individualidade
então de dez irmãos por que sairiam iguais em todos os sentidos se até nós humanos saimos diferentes na mesma familia.
quem quer pesquisar entre no site do criadouro mineirinho.
conheço sua trajetória desde o inicio e seu curio fundador pavaroti
nenhum craque nasceu tocando violino e sim foi muito treino e dedicação para se chegar a perfeição, muitos tocam mas craque é amor ao que se faz.
nascem centenas de cavalos puro sangue todos os anos, mas craque e corredor mesmo com centenas de anos de seleção é raro.
filho de pangaré sempre sera pangaré

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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por kelvis em Seg 1 Jul - 10:45

estudar 

Comentários e artigos muito bons.

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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por ENIVALDO em Qua 17 Jul - 8:34

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] escreveu:Entendo que genética seja fator de preponderância, de muita relevância, mas, na minha opinião, não é garantia de sucesso. Ela aumenta a possibilidade de se chegar a um exemplar campeão, mas também é uma grande ferramenta de marketing para a comercialização de aves.
Fico ouvindo: "esse curió é do criador tal, da raça tal, pai campeão etc". não vou aqui negar a importância do estudo e aprimoramento genético. Somente digo que Não garante absolutamente o sucesso na criação. Principalmente, porque, na minha opinião, o manejo é tão ou mais importante do que a genética.
Numa comparação simplória, seria o mesmo que dizer que todo o filho de um craque do futebol seria igualmente craque, o que não acontece na maioria das vezes.
Vou ser bem polêmico agora: Acredito na genética, nos padrões e na utilização do bom manejo para sucesso da ave, mas o craque, o repetidor nato, o que encarta fácil é resultado inicialmente do ACASO GENÉTICO. A transmissão das características genéticas não se manifesta muitas vezes e, quando procuramos esta ou aquela raça, estamos procurando acima de tudo, uma grife, uma etiqueta que é usada para encarecer a ave.
Em suma uma craque para mim já nasce com extrema habilidade e inclinação a repetição. o manejo pode concretizar que um excelente filhote se torne um craque.
Vejo alguns vídeos na internet de criadores, professores de canto que viajam o brasil inteiro comprando filhotes e exibindo apenas os craques. para cada craque que realmente encarta o canto clássico por exemplo, dezenas de outros curiós que foram submetidos ao mesmo manejo são descartados a valores mais baixos.
Vi um vídeo de uma visita do vitor padovan a um criador que disse que numa temporada tirou mais 150 filhotes e que conseguiu formar apenas 3 exemplares excepcionais! e a estrutura de criação e canto eram excelentes.
Finalizando, o componente SORTE é um tempero de sabor muito forte. muita gente não admite, mas essa é a minha opinião...

Paulo Pinheiro

É isso estamos aqui justamente para isso debater a genética e saber até quando é Marketing ou não, muitos criatorios usam de ferramenta sim, eu sempre quando posso faço o comentário em cima, pode buscar que vai ser isso..

Paulo vamos pensar o seguinte, você cria a anos, tira vários filhotes e desse 3 são craques, somente esse três já valeu a vida toda na criação, sabemos que o aprimoramento genético é lento e leva tempo, eu já crio a algum tempo não tive nenhum filhote que ainda se destacou, estou buscando isso, para que isso ocorra, busco melhorar a qualidade do plantel para alcançar meus objetivos na criação, então amigo tudo é um questão de visão eu quero ter o melhor, para isso vou buscar selecionar os melhores, para que seus filhotes seja diferenciados, hoje já tenho um fêmea que seus filhotes já estão emitindo notas com 45 dias, o que antes demorava mais de 90 dias..

Vamos q vamos


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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por Convidado em Qua 17 Jul - 9:35

Bom dia pessoal...
Sou novo ainda na criação de aves (canários), mas vou emitir minha opinião tomando como base minha formação e "experiência" com gado.
O fator genético é determinante até certo ponto, ficando por conta do criador o "resultado final", já vi casos em que o criador comprava tourinhos de renome, ou então o semem de touros famosos pelo seu porte e carcaça, e que no final, nem sempre o resultado era o esperado (devido a forma de manejo).
No meu caso, penso da mesma forma que o amigo Enivaldo disse acima, vou procurar sempre melhorar o meu plantel, buscando aliar o fator genético + melhores formas de manejo + dedicação... Creio que não tem como o resultado desta fórmula ser ruim...rsrsrs..
Estou muito feliz por fazer parte deste fórum, estou aprendendo muito, a troca de informações e conhecimentos é imprescindível para um bom resultado nas criações...
Grande abraço.

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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por João Pereira em Qua 17 Jul - 11:14

acredito q genetica manda muito num passaro,
mais tudo depende de uma coisa q se chama manejo,
vamos supor q um filhote de trinca q nasceu em um plantel aonde so saiu fera,
cai na mão de um rapaz q nao sabe ter o manejo correto pra esse trinca virar campeão, concerteza esse trinca nunca vai render oq eh pra render .
mais se esse trinca cai na mão de um rapaz de sabe manejar  ,
nossa senhora o trinca vai arrebentar.
por isso acho q manejo eh mais importante doq genetica, claro q genetica eh diz muito, mais so na mão das pessoas q sabem usar, 

bom essa eh minha opiniao .

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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por Nilo em Qua 17 Jul - 14:08

Mais uma vez destacando o respeito à opinião dos demais, acho que alguns pontos precisam ser bem esclarecidos.

Genética não é uma ciência exata, é probabilidade! Ter um pássaro originado de cruzamento com grande índice de sucesso não é garantia de se ter um campeão nas mãos. Significa "apenas" uma probabilidade alta de ter um pássaro com o potencial para vir a ser um campeão.

Todavia vemos muitos criadores vendendo genética de alto nível como "garantia" de futuros campeões. Puro marketing. Infelizmente a genética ainda não pode ser visualizada, dominância e recessividade não estão aparentes e, creio que ainda levaremos muito tempo para termos mapeado o genoma de nossos pássaros.

Agora, potencial precisa ser desenvolvido para poder se tornar realidade, e aí entram as boas técnicas de manejo. Porém, a meu ver, não adianta o melhor manejo do mundo que jamais se conseguirá fazer campeão um pássaro sem potencial para tanto.

Um escultor, por maior que seja sua arte nunca conseguirá a mesma perfeição em uma escultura feita com madeira de baixa qualidade, que conseguirá em uma esculpida em Madeira de lei. Durabilidade, beleza, textura fazem sim a diferença.

Abraços.

Nilo
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Re: Vamos discutir um pouco sobre -Genética - Até onde ela realmente influencia !

Mensagem por Agenor B S Jr em Qua 17 Jul - 17:31

boa tarde
ja foi bem definido o que é, como se aplica e seu resultado
os canarios belga estão a mais de 400 anos de seleção e hoje existem uma centena de variedades e com muito canto.
genetica é uma ferramenta usada em todo tipo de seres vivos para a melhora de sua performance.
ex. galinha botando ovos por 6 meses sairam de que,se não foi trabalhada geneticamente é marciana.
exemplo de resultados estão em muitos criadores de curio por exemplo, quem duvidar não ha o que fazer.

outro exemplo:
um casal de curio de sangue nobre=
batuque x seta = coisa boa
1  moeda lançada dara cara ou coroa então tem-se 50% de chance de puxar o pai e 50% de puxar a mãe então se os dois são puros teremos maior chance de tirar coisa boa.

um casal de curio sem sangue definido=
macho 2 repetição o dia inteiro canta x femea qualquer = resultado qualquer
3 moedas lançadas a chance de vir 3 caras ou tres coroas são minimas ,então muitos gens misturados a chance de coisa boa é praticamente nula.

quem não quer acreditar em genética passara a vida toda corrento atraz daqueles que estão anos luz a sua frente.
como ter certeza disso
olhando os sites de criadores olhando as arvores genealógicas e os resultados que eles tem em torneios com sua crias.
temos curios cantando 4 minutos ou mais
isso a 15 anos atras seria impossivel.
bom ninguem precisa duvidar e ninguem precisa impor

até

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