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ACASALAMENTO DE CANÁRIO BRANCO E SUA HISTÓRIA

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ACASALAMENTO DE CANÁRIO BRANCO E SUA HISTÓRIA

Mensagem por Gustavo Dias em Sex 27 Maio - 13:52

I - HISTÓRICO E INTRODUÇÃO:






O presente trabalho envolve conceitos técnicos e opinativos decorrentes de 20 anos de experiência na criação do Canário "Branco", cujo hobby culminou na obtenção de vários títulos brasileiros e mundiais. Sem desejar que se aventem polêmicas, espero que o texto possa esclarecer e orientar a todos aqueles que se direcionem à linha em apreço, por meio do enfoque prático da criação, envolvendo aspectos técnicos quanto ao manejo, acasalamento, genética em linguagem simples, alimentação, preparo para exposição, medicamentos, etc.
O Canário Branco, uma mutação surgida na Nova Zelândia em 1908, no criadouro da sra. LEE em Matinborough. De um casal de amarelos nevados surgiu um pássaro totalmente branco. Através de acasalamentos consangüíneos, a criadora conseguiu fixar a mutação que concluiu ser recessiva e autossomal, sendo os primeiros pássaros bastante frágeis e de difícil desenvolvimento.
Como já existiam os brancos dominantes com incrustações amarelas em determinadas regiões do corpo, foi essa nova mutação denominada de Branco Recessivo. Mais tarde, concluiu-se que sua fragilidade se devia a uma deficiência orgânica, pois não sintetizavam ou metabolizavam a vitamina A. É atualmente, sem dúvida nenhuma, a cor de canário mais criada no Brasil. Em todos os campeonatos, sejam regionais, abertos ou Brasileiro, é o que se apresenta em maior número nas mesas de julgamento.
Qual seria a razão dessa preferência? Eu diria que é devido à beleza da brancura imaculada, a pureza da cor sem interferência de artifícios e vitaminas colorantes, aliada à forma e plumagem perfeitas. É um canário de fácil manejo e muito fértil.
Apesar de ser um pássaro fácil de se criar, desde que tomadas as devidas precauções quanto ao manejo, conseguir um exemplar valioso para exposição e o mesmo ser campeão, o trabalho é árduo, e que requer alguma experiência genética, principalmente quanto ao acasalamento e alimentação.
Os nossos brancos evoluíram muito, nada deixando a desejar com relação aos exemplares importados. Antigamente, os importados apresentavam um brilho (brancura) mais acentuado que os nossos, porém deixando muito a desejar no que diz respeito à forma. Hoje essa desvantagem está superada. Nossos pássaros são tão brancos quanto os importados e com forma infinitamente superior. Esta verdade pode ser constatada pelos exemplares que se apresentam no julgamento do Brasileiro, verdadeiras obras-primas.
Parabéns aos criadores que se dedicam a essa cor, pela qualidade apresentada no Brasileiro.


II- ESPÉCIES:





- Branco (Recessivo)
- Branco Dominante, em ambos com variação para Ino (olho vermelho)
- Albino
- Albino Dominante


BRANCO RECESSIVO


É o mais difundido no Brasil. Apresenta uma brancura imaculada em toda sua plumagem. Geneticamente é de caráter recessivo, necessitando portanto de dose dupla para o seu surgimento. Daí a necessidade, na prática, de se acasalar um Portador de branco ou Portadora, com um Branco puro ou pura, produzindo teoricamente 50% de portadores e 50% de puros.
O acasalamento de Puros x Puras produz 100% de filhotes brancos.
O fator recessivo é responsável pela ausência absoluta de carotenóide, a inibição total do depósito de lipocromo configura o branco absoluto.
A característica genética principal da raça é a incapacidade do organismo metabolizar a pró-vitamina A que ingere, daí a necessidade de se fornecer, em sua dieta, a vitamina A pura, já elaborada.
Devido a essa deficiência vitamínica, a pele do recessivo difere da dos demais canários, apresentando uma cor arroseada ou lilás.
Nos filhotes recém-nascidos pode-se notar mais nitidamente esta característica. Eles são bem róseos ao nascerem. À medida que vamos lhes administrando a vitamina A elaborada, a sua pele vai-se transformando em uma cor mais avermelhada.


BRANCO DOMINANTE


Essa espécie não é, na realidade, um canário totalmente branco pois muito embora seu fenótipo assim se apresente, nota-se resquícios de carotenóide, em especial nas bordas das penas periféricas das asas, cauda, encontros e outras regiões do corpo.Nota-se uma incidência maior do lipocromo nos machos. Daí haver um aproveitameno maior das fêmeas para concursos, por apresentarem uma inibição maior do lipocromo na plumagem, característica que muito as valoriza na condição de Branco Dominante.
O carotenóide ou lipocromo varia do amarelo ao vermelho-laranja e marfim, devendo prevalecer, contudo, a tonalidade "amarelo limão".
Importa ressaltar, ainda, que o "branco da plumagem"não é lipocromo.
A hereditariedade do fator Branco Dominante explica-se, em parte, pelo seu próprio nome, sendo ele dominante em relação aos demais fatores, isto é, domina as demais cores de fundo, seja amarelo, laranja , vermelho ou marfim. Daí obtermos do acasalamento de um branco dominante com um canário amarelo normal, teoricamente, 50% de Branco Dominante e 50% de amarelos.
Não existe o Branco Dominante homozigoto, visto ser ele letal, havendo a perda de 25% dos embriões, pelo fator sub-letal no acasalamento de dois brancos dominantes. Constata-se que poucos são os criadores no Brasil que se dedicam a essa variedade de branco, haja vista a disseminação do Branco Recessivo, teoricamente mais fácil de se criar. A peculiaridade da espécie de somente as fêmeas reunirem as melhores condições técnicas para concurso, e dos machos apresentarem indesejáveis incrustrações lipocrômicas, e ainda, dos filhotes amarelos apresentarem muita névoa (dificultando, portanto, o aproveitamento em criações de amarelos intensos) levam os criadores brasileiros a desprezar essa linha, fato certamente lamentável.
Grupo diverso (no qual me acho incluso) prefere criar o Branco Dominante de modo combinado com o Branco Recessivo, ainda que o resultado do cruzamento seja mais demorado e nem sempre se logre a qualidade técnica desejada e necessária.

ALBINO (RECESSIVO) E ALBINOS DOMINANTES


Tem as mesmas características fenotípicas do canário branco e branco dominante, só que possuem olho vermelho (cor de rubi).
No Brasil os mais criados são os ligados ao sexo (satinet). Os inos (geneticamente recessivos) foram praticamente extintos de nossos criadouros. Apresentam uma maior dificuldade técnica e genética para criação, por possuírem olhos vermelhos.
Deve ser evitado sua exposição prolongada aos raios solares, principalmente em horários muito quentes, sob o risco de causar cegueira, daí a sua fragilidade.



III - GENÉTICA







III- A) INTRODUÇÃO:

O conhecimento de genética aplicada a criação de canários brancos é de suma importância para o sucesso do criador:
Obedecer a certos conceitos genéticos, conhecer um bom pássaro, saber o que este bom pássaro deve reunir de qualidades, saber como acasala-los, quando acasalar, quais cores e raças podem ser acasalados com o branco, como cuidar do filhote recém-nascido, como melhorar o padrão do Branco, onde melhorar, como melhorar, etc.

III- B) BRILHO (fator óptico)

Trata-se do item mais relevante na pontuação do pássaro, correspondendo a 50% da sua avaliação total.
O brilho é a brancura que podemos notar no fenótipo do canário branco. Quanto mais branco, mais brilho ele tem. Ele é obtido exclusivamente de seleção genética. Isto significa que devemos descartar todos os exemplares sem brilho.
O brilho pode ser intensificado através de meios artificiais, dentre eles cito: o banho, exposição ao sol, alimentação, óleo, sementes, produtos utilizados na lavagem do canário, etc.
A luminosidade dos pássaros pode ser melhorada desde que o criador siga algumas regras, dentre as quais temos:
1- Nunca acasale 2 brancos sem brilho.
2- Utilize sempre amarelos limão, pois os mesmos transmitirão o fator óptico para o azul, possibilitando a obtenção de brancos com mais luminosidade.
3- Quando acasalar com branco dominante, este deverá ter incrustração limão e ser brilhante.
4- Quando for formar portadores ou portadoras, utilizar sempre um macho branco para acasalar. Teoricamente o macho possui mais brilho que a fêmea.
5- Administre ao seu pássaro, óleo de girassol ou outro de sua preferência, principalmente na muda. Acrescente também linhaça à razão de 5% na sua mistura de sementes.
6- Forneça vitamina "A"pura, elaborada, na água ou na ração. Particularmente prefiro misturar na ração.
7- Dê bastante sol e banho aos seus brancos.


III- C) O BRANCO INTENSO

Afinal, existe ou não o Branco Intenso?
Em minha criação já obtive de acasalamentos Brancos x amarelos nevados, filhotes amarelos intensos, daí conclui-se que de fato existe o Branco Intenso.
São intensos embora fenotipicamente haja dificuldade nessa identificação visto que tanto os nevados como os intensos apresentam a mesma cor.
A diferença é que o Intenso apresenta plumagem mais sedosa, lisa e aderente. A dificuldade na identificação é maior ainda porque tanto no Intenso como nos nevados, existem pássaros de plumagem curta e longa e, dentre estes, pode-se aferir a presença ou ausência de brilho.Daí concluir que não se encontram diretamente relacionados o brilho e a quantidade de plumas

III- D) PROCEDIMENTOS PARA MELHORA NO PADRÃO DO CANÁRIO BRANCO


Avalia-se praticamente a sua plumagem, brilho e forma, diferentemente de um pássaro mosaico da linha escura com fator, que imprescindindo de análise mais avançada concernente ao lipocromo, categoria e melaninas, enseja a subjetividade e, como conseqüência, alguns defeitos são desconsiderados no contexto global do pássaro. Com o canário branco, no entanto, tal fenômeno não ocorre, devendo ele ser perfeito, buscando a melhoria nos seus detalhes ínfimos, quais sejam: olhos, bico, cabeça, pestana, nuca, posição no puleiro, etc.

BRILHO (fato óptico)

Trata-se do mais relevante item, correspondente à metade da pontuação do canário.
O brilho é obtido, exclusivamente, de forma genética, pela seleção dos reprodutores com esta qualidade, passível de intensificação através de meios artificiais, dentre eles: banho, sol, shampoo especial, alimentação, óleo, sementes, etc. Pode o criador melhorar a luminosidade de seus pássaros, atentando às regras seguintes:
1- Nunca acasale dois brancos sem brilho. Ao menos um deles deve ser brilhante, a fim de transmitir esta característica.
2- Num acasalamento em que um deles não tenha muito brilho, dê preferência à utilização do macho brilhante, lembrando-se daquela regrinha onde a fêmea transmite forma, cabeça, e o macho a plumagem e a cor.
3- Quando acasalar com amarelo nevado ou mosaico, o branco deverá ser o mais brilhante possível.
4- Procure utilizar amarelos "limão" e de plumagem o mais curta possível.
5- Administre ao seu pássaro óleo de girassol ou outro de sua preferência na muda, e acrescente linhaça à sua mistura de sementes, que ajudarão a intensificar o brilho.


PLUMAGEM:

Para a obtenção de brancos com plumagem lisa, sedosa, aderente e uniforme aconselho o acasalamento de pássaros com penas curtas. Nunca se deve acasalar dois exemplares com penas longas, o que poderia provocar o surgimento de bolas (quistos). Uma boa forma de se obter pássaros mais enxutos seria o acasalamento brancos x brancos, com escolha criteriosa dos reprodutores quanto à plumagem. Embora esse acasalamento possa teoricamente diminuir o tamanho do filhote, na prática apresenta resultados altamente animadores. Atualmente é o acasalamento preferido dos criadores. Outro bom acasalamento para encurtar a plumagem seria o de brancos x brancos dominantes.
Lembrem-se, também, que, quanto menor o canário, maior a probabilidade da plumagem encurtar. Portanto muito cuidado com o acasalamento de pássaros grandes.

CABEÇA, BICO, OLHOS:

Uma das características que mais me chama a atenção num canário branco é o tamanho e formato de sua cabeça, o bico curto e os olhos grandes e bem centrados.
O pássaro que possui cabeça pequena, achatada, bico comprido e olhos mal centrados, deve ser evitado na escolha para reprodução.
Para se aumentar o tamanho da cabeça do canário procuro utilizar brancos com esta característica e principalmente acasalando com portadores ou portadoras amarelas.
Quando acasalar com mosaicos, prefira as fêmeas pois os machos geralmente possuem a cabeça achatada.

FORMA:

Dificilmente um pássaro sem boa forma atinge os 90 pontos. Através de acasalamento pode-se atingir tal objetivo, utilizando-se exemplares que se apresentem com boa forma, em especial as fêmeas.
Visando aprimorar a forma do branco, venho trabalhando com portadoras mosaicas que possam trasmitir esta característica com muito sucesso.
O padrão atingido pelas nossas fêmeas mosaicas é muito elevado. São quase perfeitas em se tratando de forma e plumagem, vale a pena tentar.
Além dessas extraordinárias características por elas transmitidas, o dimorfismo sexual (onde o macho difere da fêmea) atua de forma significativa no padrão do branco, facilitando o velho problema de sexagem do canário branco.
De fato, sendo as fêmeas mosaicas de formas totalmente diferentes do macho, ao herdar esta característica facilita-se o trabalho de distinguir o sexo dos brancos.
Outro acasalamento recomendável para melhorar a forma do pássaro seria o acasalamento com fêmeas amarelas nevadas, cujos filhotes obtidos apresentarão facilmente tal característica da mãe.
Hoje existe uma dificuldade maior em se obter amarelas nevadas boas para formar portadores, em razão de muitos criadores terem abandonado ou diminuído esta cor. Daí eu ter recorrido ao amarelo mosaico como uma opção maior no mercado. Evite o acasalamento com amarelos intensos, principalmente fêmeas, pois suas características genéticas, no meu ponto de vista, tem se revelado indesejáveis à obtenção de bons exemplares brancos.


IV - PREPARO DO BRANCO PARA EXPOSIÇÃO





Os canários brancos necessitam de um maior cuidado no que diz respeito à sua limpeza, pois somente um pássaro totalmente limpo pode mostrar a sua brancura imaculada. Por mais qualidades que apresente, certamente terá sua chance diminuída em concursos caso não seja cuidadosamente preparado.
Diz o ditado, que um concurso se ganha na mesa de julgamento. Quantos canários excelentes não perderam porque se apresentaram desarrumados ou sujos na mesa?
Tomando-se certos cuidados, seu canário estará em condições de mostrar toda sua potencialidade e com reais chances de ganhar. Para que tudo se conduza a contento, siga os seguintes passos:
1- Observe os filhotes que se sobressaírem e separe-os, imediatamente, em gaiolas menores (em criadeiras de 03 a 04 no máximo, por gaiola). Após a separação dos pais, os filhotes eleitos tão logo iniciem a muda devem ser retirados da voadeira, para evitar a debicagem.
Não gosto muito de individualização em gaiolas de exposição, porque as penas da cauda e da asa se quebram e desarrumam com facilidade. Outro inconveniente é que, individualizando, o pássaro dificilmente se banha.
Aconselha-se oferecer o banho em filhotes somente após finalizada a muda da região da espádua, pois a tendência , ao se molharem, é de se lubrificarem e se coçarem, o que poderia provocar sangramento das penas em desenvolvimento.
2- Dê sol e banho, com freqüência, o máximo possível. O canário necessita de muito sol, não só para fixar vitaminas, mas também acentuar o brilho e a beleza de sua plumagem. Caso não se banhe sozinho utilize uma bombinha de molhar plantas, adicionando de vez em quando 03 ml de glicerina líquida para ½ litro de água.
3- Lave seu branco com sabão de côco ou outro que seja neutro, principalmente na cauda, ponta da asa e ao redor do bico. Utilize uma escova de dentes com cerdas macias. A ponta da cauda deve ser lavada semanalmente para evitar o encardimento.
4- Não dê verdura ao seu canário nos 30 dias que antecederem a exposição. Eu, particularmente, após o desmame, suspendo o fornecimento de verdura.
5- Em caso de sangramento do pássaro, retire a pena com hemorragia, utilizando uma pinça, tomando o cuidado de puxa-la no sentido nascente, evitando que eventualmente, ela cresça torta. Havendo sangue na plumagem do pássaro, lave imediatamente a região afetada, pois a mancha, depois de seca, dificilmente sai no canário branco.
6- Habitue-se a apanhar seu canário pelas mãos, isso evita que ele se torne "selvagem", ao mesmo tempo em que realiza-se uma inspeção nas penas quebradas, retirando-as, quando necessário. Lembre-se que as penas da cauda levam cerca de 40 a 45 dias para nascerm e as da asa, em torno de 35 dias.


V - MEDICAÇÃO E VACINAS







Somente medicar quando o pássaro apresentar o sintoma de alguma doença. A única precaução que costumo adotar é a pulverização do canário contra os piolhos antes de iniciar a criação. Utilizo também Ivomec e mebendazol pó para desvermifugar os pássaros.






VI- ALIMENTAÇÃO







Durante o período de cria:

Farinhada acrescida de semente cozida (alpiste, niger, colza, aveia, painço e nabão, misturadas em partes iguais). Cozinhar em fervura durante 30 minutos e depois coar com água limpa.
Medida: 1 copo americano por quilo de farinhada pronta.
Adicionar suplemento vitamínico composto de vitamina A, D e E. Hoje existem diversos à venda nas casas especializadas, devidamente balanceadas para canários. Almeirão ou chicória, até o filhote completar 20 dias, depois não fornecer mais.
Dar papinha no bico dos filhotes até que eles completem cerca de 10 dias. Na papinha, adicionar Micostatin líquido, Protovit mais Complexo B da Roche e Clavulin.
Usar sempre mistura de sementes limpas e abanadas. Manter a higiene no criadouro e nas gaiolas.










VII- CRITÉRIOS DE JULGAMENTO










Tanto para os brancos como para os brancos dominantes: variedade (cor) e categoria (intenso, nevado ou mosaico). São reagrupados em 50 pontos. De acordo com os regulamentos internacionais da COM, atribui-se o máximo de 47 pontos ao pássaro branco muito bom, daí terem a seguinte escala de pontuação:






MUITO BOM: cor branca brilhante


Total de pontos -------------------------- 47


BOM: exemplares de branco mediano


Total de pontos -------------------------- 44 a 46


REGULAR: pássaros de pouco brilho


Total de pontos -------------------------- 41 a 43


FRACO: exemplares sem brilho de cor apagada


Total de pontos ------------------------- 38 a 43






Os demais itens são:


PLUMAGEM ---------------------------------------------------- 14


TAMANHO ------------------------------------------------------ 10


FORMA ----------------------------------------------------------- 9


ELEGÂNCIA ----------------------------------------------------- 9


APRESENTAÇÃO ---------------------------------------------- 5






TOTAL PRÁTICO ---------------------------------------------- 94










VIII- ACASALAMENTOS










O sucesso na obtenção da qualidade e quantidade de filhotes depende em grande parte do correto acasalamento dos pássaros.


Existem acasalamentos que, embora possíveis, devem ser praticados com uma certa cautela pois podem apresentar alguns inconvenientes, dentre os quais cito:


- O acasalamento entre portador e portadora, que produz os já conhecidos PP (prováveis portadores), ou seja, filhotes que só poderão ser comprovados se são portadores ou não após testados em acasalamentos. O mesmo ocorre com acasalamento entre portador x normal, onde toda a descendência será de filhotes prováveis portadores (5




0% de portadores e 50% de normais, todos com a carga genética de branco somente comprovados após testados em acasalamentos).


- Branco dominante x branco dominante: apresenta o inconveniente da perda de 25% dos embriões, pelo fator sub-letal. A explicação genética para essa ocorrência é o fato de não existir branco dominante homozigoto.






PRINCIPAIS ACASALAMENTOS DO BRANCO:






1 - Brancos (recessivos)


- portador x pura


  puro x portadora


50% portadores (machos e fêmeas)


50% puros (machos e fêmeas)






- puro x pura:


100% filhotes puros (machos e fêmeas)






- portador x portadora:


25% puros machos e fêmeas


50% portadores machos e fêmeas


25% normais machos e fêmeas






- normal x pura


- pura x normal


100% machos e fêmeas portadores






- portador x normal


  normal x portadora


50% machos e fêmeas portadores


50% machos e fêmeas normais






2 - Brancos dominantes:






- b. dominante x normal


- normal x b.dominante 50% brancos domin. (machos e fêmeas)


50% normais (machos e fêmeas)






- b. dominante x branco


- branco x b. dominante


50% b. dominantes machos e fêmeas portadores branco


50% amarelos portadores de branco






- b. dominante x b. dominante filhotes


75% br. Dominantes machos e fêmeas


25% amarelos machos e fêmeas






3 - Albinos e albinos dominantes:






- albino x albino:


100% filhotes albinos (machos e fêmeas)






- albino x branca:


50% machos brancos port/ albino


50% fêmeas albinas






- albino x normal (amarelo):


50% machos amarelos port/ brancos e albino


50% fêmeas lutinas portadoras / branco






- albino x br. Dominante normal:


25% machos br. Dom. portadores/ branco e albino


25% machos amarelos portadores/ branco e albino


25% fêmeas albinas dominantes portadoras/branco


25% fêmeas lutinas portadoras/branco






- albino x br. Dom. port/br:


25% machos brancos port/albino


12,5% machos br. Dom. port/ br e albino


12,5% machos amarelos port/br e albino


12,5% fêmeas albinas


12,5% fêmeas albinas dominante port/branco


25% fêmeas lutinas port/branco






- br. Port/alb x albina:


25% machos brancos port/alb.


25% machos albinos


25% fêmeas brancas


25% fêmeas albinas






- branco normal x albina:


50% machos e brancos port/alb.


50% fêmeas brancas normais






- branco port/alb x branco normal:


25% machos brancos normais


25% machos brancos port/alb


25% fêmeas albinas


25% fêmeas brancas normais






- lutino port/br x albina: 25% machos albinos


25% machos lutinos port/branco


25% fêmeas albinas e lutinas port/br


25% fêmeas brancas normais e amarelas port/br.






- lutino normal x albina:


50% machos lutinos port/br e alb


50% fêmeas lutinas port/br






- amarelos port/alb x albinas: 12,5% machos albinos


12,5% machos lutinos port/br e alb


12,5% machos brancos port/alb.


12,5% machos amarelos port/alb e lut.


12,5% fêmeas albinas


12,5% fêmeas lutinas port/br e alb.


12,5% fêmeas brancas normais


12,5% fêmeas amarelas port/br






- amarelo normal x albina:


50% machos amarelos port/ br.albino e lut.


50% fêmeas amarelas port/br






- alb. Dom. x alb. Domin.:


75% alb. Dom. machos e fêmeas


25% lutinos machos e fêmeas






- alb. Domin. X albina:


25% machos alb. Dom. port/br


25% machos lutinos port/br


25% fêmeas alb.Dom. port/ br


25% fêmeas lutinas port/br






- Alb. Dom port/br x albina:


16,66% machos albinos


16,66% machos albinos Dom. port/br


16,66% machos lutinos port/br


16,66% fêmeas albinas


16,66% fêmeas alb.Dom. port/br


16,66% fêmeas lutinas port/br






- br. Dom.port/br x albina:


8,33% machos albinos


8,33% machos alb.Dom. port/br


8,33% machos lutinos port/br


8,33% machos brancos port/alb e lut.


8,33% machos amarelos port/alb e lut


8,33% machos br. Dom. port/ alb. Alb. Dom e lut.


8,33% fêmeas albinas


8,33% fêmeas alb.Dom. port/br.


8,33% fêmeas lutinas port/br


8,33% fêmeas brancas normais


8,33% fêmeas br. Dom.port/br


8,33% fêmeas amarelas port/br.






- br. Dom.normal x albina :


25% machos br.Dom. port/ alb, alb. Dom. e lut.


25% machos amarelos port/br, alb e lut.


25% fêmeas amarelas port/br


25% fêmeas br. Dom. port/br






- br. Dom.port/alb.dom x 18,75% machos alb. Dom.


alb. Dom.


18,75% machos br. Dom. port/ alb. Dom.


12,5% machos amarelos port/lut.


18,75% fêmeas alb.Dom.


18,75% fêmeas br. Dom. normais


12,5% fêmeas lutinas






- br. Dom port/alb.dom x


br. Dom.


18,75% machos br. Dom. normais


18,75% machos br. Dom. port/ alb. Dom.


6,25% machos amarelos normais


6,25% machos amarelos port/ lut.


18,75% fêmeas alb. Dom.


6,25% fêmeas lutinas


18,75% fêmeas br. Dom. normais


6,25% fêmeas amarelas normais






- lutino x alb. Dom:


- alb. Dom. x lutina:


25% machos alb. Dom.


25% machos lutinos


25% fêmeas alb. Dom.


25% fêmeas lutinas






- alb. Dom. x amarela normal:


25% machos br. Dom. port/ alb. Dom. lut.


25% machos amarelos port/lutino


25% fêmeas alb. Dom.


25% fêmeas lutinas






- amarelo port/lut x alb. Dom.


12,5% machos alb. Dom.


12,5% machos br. Dom. port/ alb. Dom. lut.


12,5% machos lutinos


12,5% machos amarelos port/lut.


12,5% fêmeas alb. Dom.


12,5% fêmeas br. Dom. normais


12,5% fêmeas lutinas


12,5% fêmeas amarelas normais






- amarelo port/lut x br. Dom.


12,5% machos br. Dom. normais


12,5% machos br.Dom. port/ alb. Dom. lut.


12,5% machos amarelos normais


12,5% machos amarelos port/lut


12,5% fêmeas alb. Dom.


12,5% fêmeas lutinas


12,5% fêmeas br. Dom.


12,5% fêmeas amarelas normais










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[b]Gustavo Dias


Criador de Canário de Canto Clássico Harzer Roller, Raça Espanhola e Exóticos


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Gustavo Dias
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Re: ACASALAMENTO DE CANÁRIO BRANCO E SUA HISTÓRIA

Mensagem por Alberto Júnior em Sex 27 Maio - 14:22

Muito bom Gustavo, otimo

abraços


"Se a sua estrela não brilha não tente apagar a minha, pois a inveja é a arma dos incompetentes"
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Re: ACASALAMENTO DE CANÁRIO BRANCO E SUA HISTÓRIA

Mensagem por leandro reis em Sex 27 Maio - 14:46

se eu cruzar um branco com um azul sai filhotes brancos e azuis?

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Re: ACASALAMENTO DE CANÁRIO BRANCO E SUA HISTÓRIA

Mensagem por Felipe f3 em Dom 29 Maio - 6:08

Um dia terei um casal de belgas brancos...
São sem dúvida nenhuma os mais belos juntamente com os
cobres,que eu também penso em ter.

Abração e parabéns pelo post!


Ler,responder,participar e simplesmente APRENDER... [Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

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Re: ACASALAMENTO DE CANÁRIO BRANCO E SUA HISTÓRIA

Mensagem por Lucas Santos em Dom 29 Maio - 17:48

Belo post!!
10

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Re: ACASALAMENTO DE CANÁRIO BRANCO E SUA HISTÓRIA

Mensagem por Eduardo Machado em Sab 21 Mar - 12:12

estudar study pipoca


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Eduardo Machado
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